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Educação e governança na mira da Alagev: Joyce Macieri explica prioridades

Nova presidente assume biênio 2026-2028 com foco em capacitação, advocacy e profissionalização do mercado corporativo

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

São Paulo (SP) – Em sua primeira entrevista após assumir a presidência da Alagev para o biênio 2026-2028, Joyce Macieri afirmou que a nova gestão terá como pilares a frente educacional, o fortalecimento do advocacy e a profissionalização do mercado de viagens e eventos corporativos. A conversa com o Brasilturis foi realizada durante a WTM Latin America, que acontece entre 14 e 16 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Com quatro anos de atuação no conselho da entidade, Joyce agora ocupa a principal cadeira executiva da associação. “Continuamos vestindo a camisa da Alagev da mesma maneira, mas agora numa outra cadeira, numa outra posição”, afirmou.

Entre as entregas prometidas para o biênio, a presidente destacou o fortalecimento da plataforma educacional da entidade. “Eu cheguei na indústria sem saber nada. Fui atrás de conhecimento e foi daí que eu formei a minha base. Um dos nossos focos principais é a Alagev Educa. Nós queremos fomentar o mercado e capacitar todos os players para que tenhamos relacionamentos cada vez mais sustentáveis”, explicou.

A pauta de advocacy também ganha protagonismo na nova gestão. Segundo Joyce, a entidade intensificará o diálogo com o poder público para levar demandas do setor corporativo. “Nós estamos dando voz ao mercado de viagens e eventos corporativos, levando nossas dores para que elas sejam ouvidas. É o momento mais oportuno para fazer isso”, disse, citando temas como melhoria de malha aérea, infraestrutura e desenvolvimento de novos polos para eventos.

Governança e combate à juniorização

Outro eixo estratégico será o debate sobre governança corporativa, especialmente dentro das áreas de gestão de viagens. “A gente escuta muito falar sobre governança e ainda é um tema super ativo. É uma das pautas que vamos trabalhar na frente educacional”, afirmou Luana Nogueira, diretora-executiva da Alagev.

Luana também chamou atenção para o processo de “juniorização” das cadeiras de gestão. “A gente precisa evitar a juniorização. As trocas são muito frequentes e você perde histórico, perde curva de aprendizado. Cada movimentação faz o mercado voltar a explicar como funciona a precificação, a negociação e o fair play”, pontuou.

Para a executiva, o conceito de fair play deve ser permanente nas relações entre compradores e fornecedores. “É o famoso ganha-ganha. Quando todo mundo joga junto, a fatia é distribuída para todos”, destacou.

Profissionalização e conteúdo

Ao longo do biênio, a Alagev também pretende reforçar a produção de conteúdo técnico e ampliar o nível de profissionalização do setor. “Nosso mercado ainda é muito carente de capacitação e conteúdo. Vamos atuar forte nisso em 2026 e 2027”, afirmou.

Joyce reconhece que o cenário macroeconômico e político exige atualização constante por parte dos gestores, mas defende que a associação tem papel estruturante nesse processo. “Nós queremos ouvir os associados, entender o que eles esperam da associação e, a partir disso, formar nossas frentes de trabalho.”

A presidente concluiu ressaltando que a meta é elevar o nível de maturidade do setor. “Vamos trabalhar para que estejamos cada vez mais profissionalizados e aptos a essa cadeira. São posições altamente rotativas e muitas vezes ocupadas por quem não vem do turismo. Precisamos preparar melhor todos os players para relações mais saudáveis e sustentáveis”, conclui.

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