O turismo regenerativo consolida-se como uma das principais tendências globais do setor em 2026 e estará no centro dos debates da WTM Latin America, realizada a partir desta terça-feira (14) até a quinta (16), em São Paulo. O Instituto Aupaba integra a programação do evento com participação em painel, workshop técnico e apresentação de case voltado ao impacto social.
A presença ocorre em um cenário de fortalecimento do conceito no mercado internacional. De acordo com o relatório Travel & Sustainability 2025/2026, da Booking.com, 69% dos viajantes entrevistados em 34 países afirmam querer deixar os destinos em melhores condições do que encontraram, enquanto 73% desejam que os recursos gastos retornem diretamente para a economia local. No Brasil, a 7ª edição da Revista Tendências do Turismo 2026, publicada pelo Ministério do Turismo e pela Embratur, aponta que 98% dos brasileiros pretendem adotar práticas mais sustentáveis em suas próximas viagens.
Na programação oficial da feira, Luciana De Lamare, presidente do Instituto Aupaba, participa do painel “Transformando destinos turísticos através da regeneração”, nesta terça-feira (14), às 14h35, no Transformation Theatre. O debate abordará como o design regenerativo pode reposicionar o turismo como ferramenta de fortalecimento territorial, geração de renda e preservação cultural.
O Instituto também conduzirá um workshop exclusivo sobre design regenerativo aplicado ao turismo para os finalistas do 6º Prêmio de Turismo Responsável 2026, cuja edição tem a regeneração como tema central. A capacitação ocorre na quarta-feira (15), no Trends Theatre, reunindo iniciativas focadas em restauração ecológica, justiça econômica e fortalecimento comunitário.
Entre os destaques da agenda está ainda a apresentação do case “Surfe Carioca: como usar as plataformas digitais pode transformar vidas”, que será realizada na quarta (15), às 14h, também no Trends Theatre. O projeto demonstra como tecnologia, esporte e impacto social podem gerar oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade e estimular economias locais.
Para Luciana De Lamare, a consolidação do conceito exige aprofundamento técnico. “O turismo regenerativo não pode ser reduzido a uma estética de mercado ou a experiências premium. Regenerar é fortalecer capacidades vivas do território, ativar economias que permanecem nas comunidades e ampliar autonomia local. O turismo, nesse contexto, é ferramenta – nunca um fim em si mesmo”, afirma.
A participação na WTM Latin America integra a estratégia institucional do Instituto Aupaba de ampliar redes e consolidar o Brasil como referência em turismo regenerativo aplicado ao desenvolvimento territorial.

