São Paulo (SP) – A Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) participa da WTM Latin America 2026 com foco institucional e articulação estratégica com operadores, destinos e parceiros, deixando os anúncios de dados e lançamentos para as próximas semanas.
Marina Figueiredo, presidente executiva da entidade, conta que o anuário da associação será divulgado em maio, enquanto outros materiais devem ser apresentados ainda no fim de abril, fora do ambiente da feira. “Com esses documentos e relatórios conseguimos dar a devida atenção aos dados para formular análises fundamentadas”, explica Marina.
Durante o evento, a entidade mantém um estande voltado ao suporte das operadoras associadas, que participam da feira em número expressivo. “Temos perto de 20 operadoras presentes e a equipe vem para dar apoio, além de cumprir uma agenda institucional com destinos e parceiros”, afirma.

Para Fabiano Camargo, presidente do Conselho da Braztoa, a WTM Latin America é hoje o principal ponto de encontro da entidade com destinos internacionais. “É diferente sentar e conversar olho no olho. Sempre saímos da feira com uma série de ações e iniciativas planejadas para o ano”, salienta.
Agenda de eventos
Entre as principais frentes para 2026 estão as missões internacionais, retomadas recentemente pela associação. Após ações no Chile e na Catalunha/Andorra, a próxima missão será realizada no Marrocos, em junho, com a participação de operadores brasileiros. A proposta é conectar o trade nacional a destinos interessados em ampliar presença no Brasil.
Outro destaque do calendário é a Convenção Braztoa, que neste ano será realizada em Portugal, além da retomada do Prêmio Braztoa de Sustentabilidade, que será lançado no fim de abril e entregue em Gramado (RS).
A entidade também mantém uma agenda técnica voltada aos associados, com foco em temas como reforma tributária, inovação, tecnologia e inteligência artificial. “A reforma tributária ocupa bastante da nossa energia. Estamos preparando ações para apoiar os operadores nesse processo de transição”, destaca Marina.

No campo dos desafios, a Braztoa acompanha fatores que impactam diretamente o setor, como instabilidade geopolítica, variação cambial, custo do combustível e questões regulatórias, incluindo o IRRF. “Desafios no Brasil é o que não falta”, comenta Camargo. “Crescemos, mas poderíamos crescer mais se tivéssemos um ambiente mais competitivo e com menos barreiras”, pontua.
Embora os dados consolidados ainda não estejam disponíveis, a percepção inicial da entidade indica um início de ano positivo para as operadoras. “É um feeling baseado nas conversas com o mercado”, ressalta Marina. “Há uma mudança de mentalidade, com foco em vendas mais sustentáveis e estratégicas”, conclui.

