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Show de Shakira no Rio mobiliza milhões de turistas e eleva risco de fraudes em viagens

Especialistas alertam para aumento de páginas falsas e e-mails fraudulentos voltados à venda de passagens e hospedagens

Maurício Herschander
Maurício Herschander
Repórter - E-mail: mauricio@brasilturis.com.br

Com a proximidade do show de Shakira no evento “Todo Mundo no Rio”, programado para o dia 2 de maio na Praia de Copacabana, a previsão de público de aproximadamente 2,5 milhões de pessoas, segundo estimativa da RioTur, já estimula a procura por passagens aéreas e opções de hospedagem. Esse movimento, no entanto, também cria um ambiente propício para a atuação de criminosos virtuais. O alerta é da ESET, empresa especializada em segurança digital, que identificou recentemente um crescimento expressivo no número de páginas fraudulentas que simulam sites legítimos de turismo e reservas.

De acordo com especialistas da companhia, golpistas costumam aproveitar a visibilidade de grandes eventos para criar plataformas quase idênticas às originais, com o objetivo de capturar informações pessoais e financeiras de usuários. Em diversos casos, essas páginas utilizam técnicas como o typosquatting — prática que envolve endereços eletrônicos semelhantes aos oficiais — e ferramentas automatizadas, como o Telekopye, capazes de reproduzir com alto grau de precisão serviços de hospedagem e venda de passagens, dificultando a identificação da fraude.

“Eventos de grande visibilidade costumam ser rapidamente explorados por golpistas. Eles se aproveitam da pressa e da alta demanda para induzir decisões impulsivas, aplicando a fraude por meio de páginas falsas muito convincentes”, afirma Martina Lopez, pesquisadora de segurança da informação da ESET América Latina.

Golpistas replicam visual de plataformas conhecidas

Segundo a análise da equipe técnica da ESET, os episódios mais recentes envolvem páginas fraudulentas que imitam companhias aéreas, empresas de transporte rodoviário e plataformas de hospedagem amplamente utilizadas pelo público. Esses ambientes digitais reproduzem layout, identidade visual e até endereços eletrônicos semelhantes aos originais, o que dificulta a percepção imediata de irregularidades por parte do consumidor.

Outra estratégia observada é o investimento em publicidade online para aumentar a visibilidade dessas páginas falsas. Criminosos utilizam anúncios patrocinados em redes sociais e mecanismos de busca para posicionar links fraudulentos entre os primeiros resultados, criando uma sensação de legitimidade e confiança para quem realiza a pesquisa.

Além disso, foram detectadas campanhas de phishing enviadas por e-mail, nas quais mensagens simulam comunicações oficiais de sites de reservas e solicitam que o usuário clique em links para “confirmar” ou “garantir” uma hospedagem.

“O usuário acredita estar em um ambiente seguro, mas, na prática, está inserindo dados pessoais em uma página controlada por criminosos. Isso pode resultar tanto em prejuízo financeiro quanto em roubo de informações sensíveis”, explica a especialista.

Procura elevada aumenta vulnerabilidade dos viajantes

A expectativa de grande público somada à gratuidade do evento tende a intensificar a busca por alternativas de transporte e hospedagem, muitas vezes realizadas com pouca antecedência. Esse comportamento, segundo a ESET, amplia a exposição a fraudes digitais e aumenta o risco de decisões precipitadas.

Para reduzir a probabilidade de golpes, a empresa orienta que os consumidores verifiquem cuidadosamente o endereço eletrônico das páginas acessadas, evitem clicar em links recebidos por mensagens ou e-mails e priorizem sempre o acesso direto aos sites oficiais das companhias e plataformas de reserva.

Também é recomendável desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado e evitar pagamentos realizados fora de ambientes seguros. “Se a oferta parece boa demais ou exige uma decisão imediata, vale parar e checar. Na maioria dos casos, o golpe se apoia justamente na pressa do usuário”, reforça Lopez.

Caso haja suspeita de fraude, a orientação é entrar em contato rapidamente com a instituição financeira ou operadora de pagamento para tentar interromper a transação e acompanhar possíveis movimentações indevidas. Registrar um boletim de ocorrência e atualizar senhas que possam ter sido expostas também são medidas consideradas essenciais.

“A prevenção ainda é o melhor caminho, mas agir rápido em caso de suspeita pode reduzir significativamente os danos”, conclui a especialista.

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