A Embratur apresentou, nesta sexta-feira (3), a segunda edição do seu Relatório de Sustentabilidade. O documento amplia a transparência sobre as iniciativas da Agência e evidencia como os princípios ESG estão incorporados às suas atividades. Entre os destaques está a compensação de 100% das emissões de gases de efeito estufa relacionadas às viagens e às operações corporativas realizadas no último ano, além da adoção de critérios que passaram a exigir do mercado os mesmos padrões de responsabilidade social e ambiental aplicados internamente pela instituição.
Nas atividades internas, a Agência registrou redução de 45,3% no consumo de combustíveis fósseis, resultado impulsionado pela incorporação de três veículos elétricos à frota, além de uma queda próxima de 20% no consumo de energia elétrica em sua sede. Como próxima etapa da agenda climática, a Embratur prepara para 2026 o lançamento de um Plano de Descarbonização, voltado à redução estrutural das emissões antes da adoção de medidas de compensação de gases de efeito estufa.
Com a implementação de critérios socioambientais na escolha de coexpositores que representam o Brasil em feiras internacionais, o percentual de parceiros da Embratur com certificações de sustentabilidade passou de 25,2%, em 2024, para 40,05%, em 2025. No mesmo intervalo, a participação de empresas signatárias do Pacto Global da ONU avançou de 3,57% para 9,13%.
Na área de gestão de pessoas, o relatório informa que o primeiro processo seletivo público da Agência reservou 50% das vagas para grupos minorizados, incluindo pessoas negras, indígenas, com deficiência e trans. A política de diversidade também apresentou resultados na promoção turística: ações voltadas ao Afroturismo alcançaram mais de 25 milhões de pessoas no exterior e geraram R$ 2,34 milhões em mídia espontânea. Já no portfólio de produtos, mais de 90% dos roteiros presentes no catálogo internacional Feel Brasil são operados por micro e pequenas empresas.
Para o presidente da Embratur, Bruno Reis, os indicadores refletem as transformações do mercado e das expectativas dos consumidores. “A sustentabilidade deixou de ser apenas um compromisso climático e tornou-se uma vantagem competitiva real, capaz de abrir parcerias estratégicas e aumentar a visibilidade internacional do país”, afirma Reis. “O nosso relatório comprova que preservar biomas e valorizar comunidades locais não é um obstáculo ao desenvolvimento, mas justamente um diferencial competitivo do Brasil no exterior. Ao zerarmos nossas próprias emissões e adotarmos critérios rígidos de governança, demonstramos na prática que conservação ambiental e crescimento econômico não são objetivos opostos, o que nos dá legitimidade para atrair um turista cada vez mais exigente.”
O retorno econômico da sustentabilidade
O direcionamento da promoção internacional para segmentos como ecoturismo e turismo regenerativo coincidiu com um ano de resultados históricos para o turismo brasileiro. Em 2025, o país recebeu 9,3 milhões de turistas estrangeiros, número 37% superior ao registrado no ano anterior.
A receita obtida com esses visitantes chegou a US$ 10,45 bilhões, o maior valor da série histórica. Para atender à demanda, a conectividade aérea internacional disponibilizou 17,6 milhões de assentos, crescimento de 37,5% em relação ao ano anterior.
Elaborado com base nos padrões da Global Reporting Initiative (GRI), o Relatório de Sustentabilidade da Embratur passará a ser publicado anualmente. O documento está disponível para consulta pública no site da Agência desde esta sexta-feira (3).







