South African Airways: 80% das vendas vêm de canais indiretos, diz Gabriel Gomes

Gabriel Gomes destaca que até 80% das vendas da South African Airways no Brasil vêm de agências e operadoras e detalha a estratégia

Felipe Lima
Felipe Lima
Chefe de Redação - E-mail: felipe@brasilturis.com.br

São Paulo (SP) – O mercado brasileiro ainda depende fortemente dos canais indiretos para vender viagens à África do Sul. Segundo Gabriel Gomes, country manager da South African Airways (SAA) no Brasil, 80% das vendas da companhia no país são realizadas por meio de agências e operadoras. O dado ajuda a dimensionar por que a relação com o trade permanece no centro da estratégia da companhia aérea.

A declaração foi dada ao Brasilturis durante o jantar realizado pela SAA em São Paulo para reconhecer parceiros que se destacaram nas vendas da companhia no Brasil. Mais do que uma premiação, o encontro serviu para reforçar uma relação considerada estratégica pela empresa, especialmente em um mercado no qual o viajante ainda busca orientação especializada para montar sua experiência na África.

“Eles são vitais para a nossa história, para o nosso sucesso. O turista brasileiro que viaja para a África do Sul ainda busca muito o canal indireto. Então, a gente precisa dessa especialidade dos nossos parceiros para montar o melhor roteiro, explicar o destino e tentar traçar uma experiência de viagem que, de fato, esse cliente está buscando”, afirma Gomes.

Para o executivo, a participação desses profissionais vai além da comercialização das passagens aéreas. Agentes e operadores ajudam a apresentar um destino que ainda não está entre as primeiras opções consideradas pelo brasileiro e, principalmente, conseguem traduzir as diferentes possibilidades de experiências oferecidas pelo país.

“Para a gente, é intrínseco à nossa história e ao nosso sucesso esse grupo de parceiros que caminham com a gente e constroem junto essa história. Estamos cada vez mais colocando a África do Sul mais próxima do brasileiro”, destaca.

Trade representa até 80% das vendas

A dimensão desse relacionamento fica mais clara quando observada a participação dos canais indiretos nos negócios da SAA no Brasil. Gomes revela que 80% das vendas da companhia estão concentradas em agências e operadoras. “Esses parceiros realmente representam a maior parte do nosso volume. Então, de novo, eu falo que todo mundo aqui é um pouquinho parte do time SAA, dada a importância e relevância que eles têm para o nosso negócio”, afirma.

O cenário faz com que a companhia mantenha uma estratégia baseada na proximidade com o trade, com participação em feiras, ativações e ações de capacitação. A intenção é ampliar o conhecimento sobre a África do Sul e, ao mesmo tempo, preparar os profissionais para apresentar o destino de maneira mais completa aos clientes.

Country manager da companhia destaca papel de agências e operadoras na promoção da África do Sul e aposta em uma atuação conjunta com o destino para ampliar a presença no mercado brasileiro. Crédito: Felipe Lima/Brasilturis
Country manager da companhia destaca papel de agências e operadoras na promoção da África do Sul e aposta em uma atuação conjunta com o destino para ampliar a presença no mercado brasileiro. Crédito: Felipe Lima/Brasilturis

Apesar do potencial turístico do destino e da conectividade oferecida pela companhia, Gomes reconhece que ainda existe um desafio importante: fazer com que a África do Sul esteja entre as primeiras opções consideradas pelo brasileiro quando ele começa a planejar uma viagem internacional.

“Costumo falar que o nosso trabalho de vender e divulgar a África do Sul é um trabalho de formiguinha. A gente precisa estar todo dia falando, explicando e educando o turista brasileiro, que ainda busca, na maior parte, Estados Unidos e Europa”, explica.

Para o executivo, ampliar a presença da África do Sul nessa “prateleira” exige uma atuação constante e coordenada entre companhia aérea, destino e trade. “É um trabalho árduo, consistente, constante, que a gente tem que estar o tempo todo divulgando, falando do destino, falando da infinidade de possibilidades que o país e o continente têm para oferecer”, acrescenta.

Nesse processo, a SAA também pretende intensificar a atuação conjunta com o South African Tourism no Brasil. A companhia considera a presença do órgão de promoção turística fundamental para fortalecer a comunicação sobre o destino e criar mais oportunidades de contato com o mercado.

África do Sul e SAA ampliam sinergia

O momento também marca uma nova etapa na relação entre a companhia aérea e o destino no Brasil, com a chegada da Business Factory à representação do South African Tourism no país. Para Gomes, a atuação conjunta é especialmente importante porque a África do Sul ainda precisa ser apresentada ao público brasileiro de maneira mais detalhada.

“Diferente de outros destinos que se vendem sozinhos, como uma Flórida ou uma Europa, aqui a gente tem que fazer um trabalho mesmo de mostrar, falar e explicar o destino”, afirma.

Um dos pontos que o executivo pretende reforçar é a proximidade entre Brasil e África do Sul. Segundo ele, o tempo de voo ainda surpreende parte dos viajantes brasileiros.

Gabriel Gomes e Kadu Lucas, da South African Airways. Crédito: Felipe Lima/Brasilturis
Gabriel Gomes e Kadu Lucas, da South African Airways. Crédito: Felipe Lima/Brasilturis

“As pessoas não sabem onde fica a África do Sul. Quando a gente fala que o nosso voo São Paulo-Cidade do Cabo tem sete horas e meia, a pessoa não acredita. Fala: ‘É mais perto que Miami’. Dá para passar um final de semana, um feriado prolongado”, destaca.

A expectativa é que a nova representação contribua para ampliar essa comunicação e criar uma agenda conjunta de ações ao longo do ano. “Estamos superanimados com a vinda da Thaís [Medina]. Ela já chegou cheia de vontade, está aprendendo bastante com a gente, e a gente também aprendendo com ela. Esperamos estar juntos em muitos eventos neste ano”, conta Gomes.

Segundo o executivo, SAA e South African Tourism já trabalham na construção de uma agenda de iniciativas voltadas à promoção do destino e da conectividade aérea.

Experiência como principal argumento

Para Gomes, um dos maiores ativos da África do Sul está na capacidade do destino de superar as expectativas de quem o visita. O executivo afirma que muitos brasileiros ainda não consideram o país entre suas primeiras escolhas, mas mudam de percepção depois de conhecer a região.

“Eu confio muito no país, confio muito no destino. É um destino que entrega muito. Confio muito no nosso produto da SAA também. Costumo falar que a gente tem a faca e o queijo na mão. Só precisamos mostrar isso para o brasileiro”, resume.

A Cidade do Cabo aparece como um dos principais exemplos desse potencial. Segundo Gomes, a reação dos brasileiros após a primeira viagem costuma ser bastante positiva. “Todo mundo que vai volta encantado com a Cidade do Cabo. Maravilhado com o que viveu, com a experiência que viveu. As pessoas geralmente voltam para o Brasil já traçando a próxima viagem para lá”, relata.

A estratégia, portanto, passa por transformar o conhecimento sobre o destino em desejo de viagem e, posteriormente, em vendas. Nesse processo, a especialização dos agentes e operadores ganha ainda mais importância.

57 anos conectando Brasil e África

Equipe da South African Airways do Brasil. Crédito: Felipe Lima/Brasilturis
Equipe da South African Airways do Brasil. Crédito: Felipe Lima/Brasilturis

A SAA também aposta na própria história como um diferencial no relacionamento com o mercado brasileiro. A companhia soma 57 anos de operação no Brasil, trajetória que, segundo Gomes, representa um ativo importante para a construção da conectividade entre os dois países. “Não dá para a gente falar de África do Sul sem falar de South African Airways. A gente tem 57 anos de operação no Brasil, algo que carregamos com muita honra e muito respeito”, afirma.

Para o executivo, a companhia se consolidou como uma ponte entre o Brasil e a África e pretende continuar exercendo esse papel nos próximos anos. “É uma honra ser essa ponte que une o nosso país, o nosso continente sul-americano, com a África do Sul e com a África de forma geral. E continuaremos sendo essa ponte”, reforça.

A perspectiva para o futuro, segundo Gomes, é de crescimento da conectividade e de maior aproximação entre os mercados. “Vejo a gente em um caminho muito promissor, de continuar conectando, criando oportunidades, mas principalmente colocando a África do Sul cada vez mais perto do Brasil e do turista brasileiro”, conclui.

LEIA MAIS NOTÍCIAS

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem, 
necessariamente, a opinião deste jornal

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

MAIS LIDAS

NEWSLETTER

    AGENDA 2026

    REDES SOCIAIS

    PARCEIROS