Guilherme Wroclawski, CEO da Hero, afirmou que a suspensão cautelar da Generali Brasil no ramo de seguro viagem terá pouco impacto sobre a operação da empresa. A declaração foi feita nesta quinta-feira (27), durante o 12º Fórum Corporativo da Abracorp, realizado em São Paulo. Segundo o executivo, a Hero possui outros parceiros seguradores preparados para assumir eventuais mudanças na operação.
Wroclawski explicou que a Hero está acompanhando o caso e auxiliando a Generali nas respostas à Superintendência de Seguros Privados (Susep). Caso a seguradora retome a comercialização, o contrato entre as empresas permanece. “A gente tá junto com a Generali entendendo como ela vai reaver ou não. Em caso de permissão, ela voltar a vender, o contrato segue. Em caso de não, a gente tem os outros parceiros já super preparados”, disse.
O executivo também tranquilizou clientes que já contrataram o seguro viagem. Segundo ele, a estrutura da Hero permite manter a operação mesmo diante da suspensão envolvendo a Generali. “Não há nenhuma possibilidade de uma empresa com o nosso tamanho, com a nossa estrutura, com 200 colaboradores de que qualquer seguro emitido e qualquer seguro haver emitido vá vai ter algum problema”, afirmou.
Entenda o caso
A Susep decidiu, por unanimidade, na quarta-feira (26), suspender cautelarmente a operação da Generali Brasil Seguros no ramo de seguro viagem. A medida foi tomada após fiscalização identificar irregularidades relacionadas ao modelo de atuação da seguradora e de representantes na comercialização, regulação e liquidação de sinistros.
Entre os pontos apontados pela autarquia está a atuação da Hero MGA Serviços, representante da Generali, em um modelo de remuneração vinculado ao resultado da operação e a indicadores relacionados aos sinistros. Segundo a Susep, a estrutura poderia gerar conflito de interesses e comprometer o tratamento adequado dos segurados.
A decisão é cautelar e poderá ser revista caso as circunstâncias que motivaram a suspensão sejam afastadas ou devidamente corrigidas. Os processos administrativos seguem em tramitação, com garantia de contraditório e ampla defesa.










