São Paulo (SP) – A TZ Viagens apresentou aos franqueados, nesta sexta-feira (2), a visão de agência que pretende construir até 2031, com inteligência artificial, integração de dados e automação de tarefas apoiando o trabalho dos consultores. O modelo foi detalhado por Paulo Manuel, CEO e fundador da TZ Viagens, durante a convenção da rede, realizada no Wyndham Ibirapuera, em São Paulo.
A estratégia parte da premissa de que a tecnologia deve ampliar a capacidade operacional das agências sem substituir o relacionamento humano. Na visão apresentada por Manuel, a agência do futuro deverá organizar informações antes do atendimento, priorizar escuta e orientação durante a interação com o viajante e manter o cuidado após a venda.
“Quanto mais tecnologia existe no mundo, mais o ser humano é carente de um atendimento personalizado. Cada vez é mais diferenciador aquilo que nós podemos entregar do nosso lado pessoal, de pessoas para pessoas”, afirmou.
IA entra na rotina dos consultores
Entre as iniciativas apresentadas está a Via, inteligência artificial integrada ao portal do consultor da TZ Viagens. A ferramenta faz parte de uma estrutura tecnológica que pretende apoiar diferentes etapas do trabalho realizado pelas agências.
Manuel também apresentou o conceito de uma “memória da agência”, baseada no PaxPro e suas integrações, concentrando informações de conversas e preferências dos clientes, propostas e reservas, fornecedores e conhecimento, além de dados de gestão e resultados. A proposta é permitir que o contexto de um cliente acompanhe seus próximos atendimentos.
Outro modelo apresentado divide a adoção da tecnologia pelas agências em cinco estágios. O nível inicial contempla quem ainda não utiliza as ferramentas, seguido pelas etapas de produção, organização, rotina comercial assistida e, no estágio mais avançado, automação com supervisão.
Nesse desenho, a tecnologia poderá apoiar tarefas como pesquisa de destinos e fornecedores, preparação de propostas para revisão, acompanhamento de carteira e pendências e treinamento de perguntas e abordagens.
Mais tecnologia, mais tempo para o cliente
Manuel relacionou a estratégia às mudanças que a inteligência artificial deve provocar nos processos de trabalho e no comportamento dos consumidores. Para o executivo, automatizar determinadas atividades deverá abrir espaço para que o consultor dedique mais tempo ao conhecimento e ao atendimento do viajante.
A apresentação resumiu a visão da TZ para 2031 em três etapas: “contexto organizado” antes da viagem, “escuta e orientação” durante o atendimento e “cuidado que continua” posteriormente. A meta, segundo o material apresentado aos franqueados, é gerar “mais capacidade para atender” e “mais tempo para conhecer pessoas”.
“Podemos construir uma inteligência de negócio muito maior quando nos conectamos uns com os outros. Isso é uma força de rede”, concui Manuel.









