Turismo de luxo cresce 30% no Brasil em 2018

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Estudo realizado pela Brazilian Luxury Travel Association (BLTA) em parceria com o SENAC aponta que o mercado brasileiro de Turismo de Luxo faturou R$ 871 milhões em 2018, apresentando um crescimento de aproximadamente 30% em relação a 2017,que atingiu os R$ 666 milhões. A diretora executiva da BLTA, Simone Scorsato, avalia que este crescimento indica que o afastamento dos turistas estrangeiros gerado pelo surto do Zica Vírus em 2017 passou.

O presidente da BLTA, Martin Frankenberg, avalia que há alguns anos o Brasil era meio irrelevante no cenário do turismo de luxo. Para ele, ainda hoje, na América Latina, o Brasil deve ser a quarta ou quinta força do turismo de luxo. “Supostamente seis milhões de turistas estrangeiros chegam ao Brasil e para o turismo de luxo isso é pouco relevante. Com certeza Argentina, Peru e Chile vão muito na nossa frente neste setor. Brasil e Equador estão na mesma faixa de atratividade do ponto de vista internacional porque o Equador tem Galápagos, um destino muito bem trabalhado no mercado internacional. Acontece que no Brasil temos um mercado nacional muito forte. Ele tem uma parcela de representatividade no turismo de luxo (56% dos hóspedes do universo pesquisado são brasileiros). Poucos lugares no mundo promovem essa troca cultural que é uma grande tendência para esse mercado”, disse Frankenberg.

Indicadores de desempenho do turismo de luxo

Para realizar o estudo, a BLTA e o Senac ouviram os 38 membros da associação, 34 hotéis e quatro operadoras. A taxa de ocupação média foi de 52,6%, com diária média de R$ 1.528,07 e RevPar de R$ 803,99. O setor empregou 4.070 pessoas, com taxa de 2,5 funcionários por quarto.

Origem dos hóspedes

56% dos hóspedes dos 34 hotéis pesquisados são brasileiros, especialmente de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, 17% europeus, vindos principalmente de Londres, Paris, Berlim, Lisboa e Milão, 16,6% da América do Norte, Nova Iorque, Los Angeles, Miami, Toronto, Montreal e México, 4,7% da América Latina, de Buenos Aires, Santiago e Montevidéo, e, finalmente, 4,6%, da Ásia.

Os dados completos estão no anuário da BLTA – Autheticity is The World’s Greatest Luxury, divulgado ontem durante o a estreia do segundo roadshow da associação que começou por São Paulo, no Hotel Unique, e segue para Ribeirão Preto e Campinas. No primeiro semestre a BLTA realizou roadshows em Paris e Londres e, em novembro, estará em Nova Iorque e Los Angeles.

“O Brasil não é difícil de se vender. Hoje o que temos que trabalhar é contra a onda de más notícias. Ao mesmo tempo que competimos com as belezas naturais de outros destinos, temos que explicar aos consulados o que está acontecendo por aqui antes de conversar com os mercados internacionais”, disse Simone Scorsato.

Tendências do turismo de luxo

 Serviço cada vez mais humano, pessoal e autêntico encabeça a lista das tendências para o turismo de luxo. Experiências urbanas, conexão da família com a natureza, encontros autênticos e de diferentes culturas, experiências exclusivas, explorar um turismo diferenciado compõem o cenário futuro de curto prazo.

Para atender às expectativas do turistas – que segundo a pesqueisa são boas acomodações, conforto, agilidade, serviço impecável, bons guias, informação, experiências, inovação, boa malha viária e segurança – os destinos precisam ter atributos naturais e culturais autênticos, bons hotéis, oferecer experiências singulares, segurança, ter transporte adequado e estar associado ao desenvolvimento sustentável.

Sustentabilidade

A pesquisa abordou aspectos de gestão da sustentabilidade e aponta que 47% dos seus associados apoiam projetos junto às comunidades em que estão inseridos. Esses projetos têm foco principalmente em educação, conservação e desenvolvimento sócio-econômico..

Contudo, ainda foram identificadas barreira para o desenvolvimento de projetos sustentáveis. Segundo a pesquisa, 25% desconhecem projetos de sustentabilidade na região que atua, 22% enxerga dificuldades no monitoramento de práticas e 19% avalia que há alto custo para desenvolvimento das práticas. “Trabalhamos na BLTA para derrubar esse mito do alto custo”, disse Simone Scorsato.

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