Orlando (Flórida) – A Copa do Mundo de 2026 será um dos principais vetores de crescimento da Agaxtur na Flórida. A avaliação é de Ana Felipa Roquette, coordenadora de produtos internacionais EUA e Caribe da operadora, que detalhou como o evento esportivo vem orientando o desenvolvimento de novos roteiros e produtos para o mercado brasileiro.
Segundo a executiva, o objetivo vai além da venda tradicional de Orlando e Miami. “A ideia é usar Orlando como base, mas ficar mais próximo de outros destinos que a gente possa promover, sem ser somente Orlando e Miami”, explicou.
A Agaxtur integra um pool seleto de quatro operadoras responsáveis pela comercialização, no Brasil, dos pacotes de hospitalidade da Copa do Mundo. Esse posicionamento tem aberto espaço para estratégias de cross selling e ampliação da estadia dos clientes.
“Nós somos responsáveis pela venda dos pacotes de hospitalidade da Copa. A partir disso, conseguimos trabalhar pacotes extras para quem vem para a Copa e quer conhecer outros destinos”, afirmou Ana Felipa.
A logística dos jogos também favorece essa estratégia. Com o terceiro jogo da seleção brasileira marcado para Miami, a operadora enxerga uma oportunidade clara de extensão de viagem. “Vai ser muito interessante para quem quiser, depois de Miami, conhecer outros destinos da Flórida. A conexão fica muito mais tranquila”, destacou.
O público atendido pela Agaxtur nesse segmento é majoritariamente de alto padrão, o que influencia diretamente a curadoria de produtos. “Trabalhamos com um público mais premium. Se a pessoa já está pagando cerca de US$ 5 mil em um pacote de hospitalidade, faz sentido investir mais US$ 1 mil ou US$ 2 mil para ficar em um hotel melhor e estender a viagem”, explicou.
Entre os tipos de propriedades buscadas estão resorts e hotéis de luxo. “Estamos falando de resorts e propriedades de alto padrão. Conversei com grupos como Margaritaville, Conrad e Evermore. Esse é o perfil que nosso cliente procura”, afirmou.
Ao avaliar o desempenho do destino, Ana Felipa reconhece que 2025 foi um ano de estabilidade, mesmo diante de um cenário internacional desafiador. “O produto Flórida se manteve em 2025. Houve uma queda geral por questões sociopolíticas, mas Orlando continuou como primeiro destino e Miami se manteve entre o terceiro e o quarto mais buscados”, disse.
Segundo ela, o estado conseguiu preservar bons níveis de venda. “Não perdemos muitas reservas na Flórida. Apesar de tudo, conseguimos manter resultados positivos em 2025”, reforçou.
Com a Copa do Mundo no radar, a projeção para o próximo ano é claramente positiva. “A ideia é que 2026 aumente com certeza. A Flórida se mostrou resiliente e agora entra em um novo ciclo de crescimento”, concluiu Ana Felipa.

