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Abreu aponta Flórida como destino de quase 70% das vendas de EUA

Flórida concentra quase 70% das vendas de Estados Unidos da Abreu e segue como prioridade estratégica da operadora para 2026

Felipe Lima
Felipe Lima
Chefe de Redação - E-mail: felipe@brasilturis.com.br

Orlando (Flórida) – A Flórida permanece como o principal pilar do portfólio de Estados Unidos da Abreu no Brasil. Segundo Ronnie Correa, diretor geral da companhia no país, o estado responde por quase 70% das vendas de EUA, reforçando a importância estratégica do destino para a operadora.

“A Flórida é o produto mais importante do mercado brasileiro. Na Abreu não é diferente. Quando falamos de Estados Unidos, quase 70% das nossas vendas estão concentradas na Flórida”, afirmou.

Para Correa, a participação no Florida Huddle é praticamente mandatória para qualquer empresa que tenha o destino como carro-chefe. “Existem outras feiras grandes, mas uma feira exclusiva da Flórida, nós temos que estar. Se é o produto principal, precisamos estar presentes, tanto pelo relacionamento quanto para buscar novidades e alternativas de produto”, destacou.

Ainda segundo o executivo, o foco da Abreu vai além dos destinos mais consolidados. A estratégia passa por identificar regiões complementares e criar produtos mais elaborados para o mercado brasileiro. “Meu foco principal aqui foi falar com os destinos, especialmente para trazer ações e dar visibilidade a lugares fora do que já vendemos de forma regular”, explicou.

O diretor ressaltou também que nem toda novidade faz sentido, mas que o objetivo é construir alternativas viáveis. “Não adianta ser qualquer coisa. Precisa fazer sentido para o mercado brasileiro e combinar com aquilo que já vendemos bem”, disse.

Correa defende ainda que a diferenciação passa pela construção de produtos mais complexos, mesmo dentro de destinos já consolidados como Orlando. “A gente precisa buscar produtos mais complexos para vender. Às vezes, a complexidade está justamente na combinação de produtos”, afirmou. “Até Orlando é um produto complexo, se você olhar quantas peças precisam ser juntadas para montar uma viagem”, completou.

Esse movimento exige também um investimento contínuo em capacitação interna. “Não é só promover. É treinar as equipes para que estejam preparadas para oferecer algo diferente, agregar ideias e soluções novas”, destacou.

Sobre o desempenho recente, Ronnie avaliou 2025 como um ano de oscilações, mas ainda assim com crescimento para a Flórida. “Foi um ano de altos e baixos, mas conseguimos crescer ligeiramente. Não foi um crescimento expressivo, mas foi positivo”, disse.

Para 2026, o cenário ainda inspira cautela, especialmente por fatores externos. “O primeiro semestre tende a ser mais normal. O segundo é uma incógnita, por conta de Copa do Mundo, eleições e preços elevados”, avaliou.

Ainda assim, o executivo acredita no potencial do destino. “A Copa do Mundo traz visibilidade enorme para a Flórida. Em condições normais, o pós-Copa poderia ser muito bom. Mas hoje, fazer projeção no Brasil é sempre um risco”, concluiu.

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