O ministro de Portos e Aeroportos detalhou a origem da paralisação do espaço aéreo na região de São Paulo registrada nesta quinta-feira (9). Segundo Tomé Franca, a interrupção foi causada por uma suspeita de vazamento de gás no setor responsável pelo controle de aproximação de aeronaves em Congonhas, o que levou à suspensão temporária de pousos e decolagens. Além do terminal na zona sul da capital, o Aeroporto de Guarulhos, Viracopos, em Campinas, e o Campo de Marte, na zona norte, também tiveram operações afetadas, com voos sendo redirecionados.
“Logo por volta das 9h30, eu recebi um telefonema do Brigadeiro Soares, que é o diretor-geral do DECEA, informando que houve um princípio de falha técnica, um possível vazamento de gás na APP, que é o setor que faz o controle de pousos e decolagens, controle de aproximação no Aeroporto de Congonhas”, afirmou Franca em entrevista à CNN Brasil.
“E por uma medida preventiva, por segurança, houve a evacuação da área, e por cerca de 35 minutos, as operações de decolagem de Congonhas e Guarulhos foram interrompidas, e consequentemente também teve um impacto em Viracopos e no Campo de Marte. Após 35 minutos, a situação verificada, a situação foi controlada, e a operação voltou exatamente às 10h06. E a TMA (Terminal) São Paulo foi liberado e as operações de decolagem começaram a acontecer. Neste momento, a operação já está normalizada”, concluiu.
De acordo com uma estimativa inicial apresentada pelo ministro, a ocorrência gerou impacto direto na malha aérea da região. “Em princípio, houve 20 atrasos de decolagem em Congonhas, e 20 em Guarulhos. Isso é uma estimativa, a gente não tem ainda as informações precisas.”

