O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP), completa 90 anos no próximo domingo (12) com um projeto de modernização e expansão financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Durante evento realizado na quinta-feira (9), foram detalhados os investimentos e intervenções previstas no terminal, administrado pela Aena.
Segundo Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, o banco aprovou, em dezembro de 2025, um pacote de R$ 4,64 bilhões para 11 aeroportos brasileiros. Desse total, R$ 2 bilhões foram destinados a Congonhas. O financiamento inclui R$ 4,24 bilhões por meio de debêntures e R$ 400 milhões via linha Finem.
Em 2025, o aeroporto movimentou mais de 24 milhões de passageiros. A expectativa é que os investimentos ampliem a capacidade operacional e contribuam para o desempenho do sistema aéreo nacional.
Entre as principais obras está a construção de um novo terminal de passageiros, com entrega prevista para junho de 2028. A área será ampliada de 45 mil m² para 105 mil m². Também estão previstas a expansão da área de inspeção de segurança, modernização de banheiros, ampliação da área comercial, de 10 mil m² para mais de 20 mil m², instalação de 19 novas pontes de embarque, aumento das posições de estacionamento de aeronaves de 30 para 37 e reconfiguração do pátio de manobras, que passará a ter 215 mil m².
“Vamos alavancar esses 11 aeroportos com mais de R$ 9 bilhões de investimentos, mais gente podendo acessar o transporte aeroviário, chegar cedo em casa, produzir mais, ter acesso ao lazer e integrar este país continental”, afirma Mercadante. “Vamos dobrar a área útil de Congonhas, com 19 novos fingers, e pode fazer finger para a Embraer caber, porque agora a Gol vai comprar Embraer, a Latam já está comprando, a Azul compra. O BNDES financiou a exportação de 169 aviões de Embraer para o mundo, é a empresa que mais se valorizou na bolsa, e ela precisa ter espaço aqui em Congonhas também”, complementa.
Santiago Yus, diretor-presidente da Aena Brasil, confirmou o cronograma das obras. “Será ainda mais eficiente, mais confortável e mais bonito, impressionante como São Paulo”, disse. “Agradeço ao BNDES, que, junto com o Santander, viabilizou um financiamento histórico para as obras de Congonhas e dos outros dois aeroportos geridos pela Aena no Brasil”, acrescenta.
As intervenções fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com participação do setor público e privado. O modelo de financiamento adotado pelo BNDES segue a estrutura de project finance non recourse, com pagamento garantido pelo fluxo de receitas do próprio projeto e previsão de refinanciamento após a conclusão das obras.

