As festas juninas já começam a movimentar o turismo no Nordeste, com eventos iniciados ainda em abril em cidades como Caruaru (PE), Campina Grande (PB) e Petrolina (PE). O calendário, tradicionalmente concentrado em junho, tem sido antecipado e ampliado, gerando fluxo turístico e impacto econômico nas regiões envolvidas.
Consideradas o “segundo carnaval do Brasil” pela abrangência e participação popular, as festas juninas já começam a aquecer a economia local semanas antes do período principal. Segundo Gustavo Feliciano, ministro do Turismo, os eventos combinam cultura e geração de receita. “As festas juninas são patrimônios culturais do Brasil, especialmente no Nordeste, onde a tradição, a identidade e a hospitalidade se transformam em experiências únicas para os visitantes. São meses com hotéis lotados, comércio aquecido e geração de emprego”, afirma.
Em Petrolina (PE), o ciclo junino teve início em 7 de abril e segue até o início de julho, com mais de 100 atrações nacionais, regionais e locais. No período de maior concentração, entre 19 e 27 de junho, estão previstos shows de nomes como Marisa Monte, Ivete Sangalo, Wesley Safadão, Gusttavo Lima e João Gomes. A expectativa é de movimentar cerca de R$ 330 milhões e gerar aproximadamente 20 mil empregos diretos e indiretos.
Já em Campina Grande (PB), o evento principal ocorre entre 3 de junho e 5 de julho, celebrando os 40 anos do Parque do Povo. Em 2025, o São João local reuniu 3,2 milhões de pessoas e movimentou mais de R$ 740 milhões, consolidando-se como principal motor econômico do município.
Em Caruaru (PE), a programação começa com o circuito São João da Roça, que percorre 13 comunidades da zona rural. Na área urbana, as atividades seguem até 27 de junho, com expectativa de público de 4 milhões de pessoas ao longo de mais de 70 dias. A previsão é de movimentação de cerca de R$ 760 milhões e geração de 20 mil empregos.
No Ceará, o São João de Maracanaú começa em maio, com 35 atrações nacionais confirmadas. Em 2025, o evento recebeu mais de 2,7 milhões de visitantes e gerou impacto financeiro estimado em R$ 100 milhões, além de 4,5 mil empregos.
Além do mercado doméstico, as festas juninas também integram estratégias de promoção internacional. Em março, o Ministério do Turismo levou o tema a Buenos Aires, com ação realizada em frente ao Obelisco de Buenos Aires, com foco na atração de turistas argentinos para o período de junho.
No contexto nacional, as festas juninas estão entre os principais motores econômicos do calendário turístico, atrás apenas do Natal e do Carnaval em volume financeiro. Em 2025, os festejos movimentaram cerca de R$ 7,4 bilhões, com destaque para a geração de empregos em setores como turismo, alimentação e eventos.
Além do impacto econômico, os eventos mantêm relevância cultural ao preservar tradições ligadas à música, gastronomia e manifestações populares, reforçando o papel do Nordeste como polo estratégico do turismo brasileiro durante o período.

