A agenda foi liderada pelo diretor-geral do Decea, Tenente-Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Pereira Bastos Junior, e contou com a participação de executivos da Aena Brasil, incluindo o CEO da concessionária, Fernando Santiago Yus Sáenz de Cenzano.
Durante a reunião, a Aena apresentou o andamento das obras e os investimentos previstos para os aeroportos sob sua administração, com destaque para o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Segundo dados apresentados no encontro, o terminal registra cerca de 200 mil movimentos aéreos anuais, consolidando-se entre os mais movimentados do país.
Entre os principais temas debatidos esteve a implantação do sistema de controle de pátio, conhecido como apron control. A tecnologia integra comunicação operacional, radares de superfície e monitoramento visual para gerenciamento das movimentações de aeronaves em solo.
Outro assunto abordado foi a futura operação do Aeroporto Campo de Marte sob IFR (Instrument Flight Rules), modelo de operação baseado em regras de voo por instrumentos, utilizado para ampliar segurança e eficiência em operações aeroportuárias.
A reunião também tratou dos preparativos para a assunção da gestão do Aeroporto Internacional do Galeão pela Aena Brasil, prevista para este ano.
Segundo Fernando Santiago Yus Sáenz de Cenzano, CEO da Aena Brasil, o alinhamento institucional é fundamental para aeroportos de alta complexidade operacional. “O relacionamento com o Decea é sempre muito positivo. Encontramos uma equipe aberta ao diálogo e comprometida com soluções conjuntas”, afirmou.
O executivo destacou ainda a importância do trabalho integrado entre operador aeroportuário e controle do espaço aéreo. “Esse modelo de trabalho ‘a quatro mãos’ é fundamental para garantir a segurança e a eficiência, especialmente em aeroportos de alta complexidade”, acrescentou.
Cooperação operacional ganha relevância no setor
Para o diretor-geral do Decea, Tenente-Brigadeiro do Ar Sérgio Bastos, o fortalecimento da cooperação acompanha o crescimento do setor aéreo brasileiro e a ampliação das operações aeroportuárias concedidas à iniciativa privada.
“Encontros como este fortalecem o relacionamento institucional e ampliam a sinergia entre os envolvidos, com foco na atuação colaborativa”, declarou.
Segundo o brigadeiro, o alinhamento operacional terá impacto direto na segurança da navegação aérea e na coordenação das operações aeroportuárias nos terminais administrados pela concessionária.
Ao final do encontro, ficou prevista uma visita técnica às obras em andamento no Aeroporto de Congonhas para acompanhamento das intervenções estruturais realizadas pela concessionária.

