O Brasil registrou o segundo melhor quadrimestre da história na chegada de turistas internacionais entre janeiro e abril de 2026. Segundo dados da Embratur, do Ministério do Turismo e da Polícia Federal, o País recebeu 4.333.423 visitantes estrangeiros no período.
O resultado representa volume 48% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2024 e apenas 2% abaixo do recorde histórico de 2025.
O principal destaque do período foi o crescimento de 16% nas chegadas aéreas internacionais, modalidade que concentra turistas com maior ticket médio e permanência mais longa nos destinos brasileiros.
Entre janeiro e abril deste ano, o número de desembarques internacionais por via aérea passou de 2.396.664 em 2025 para 2.789.817. Somente em abril, o Brasil recebeu 591.049 turistas internacionais.
Segundo Bruno Reis, presidente da Embratur, o desempenho ocorre em meio a um cenário internacional de instabilidade econômica, política e de oscilações no preço do petróleo.
“Estamos atraindo um turista que consome mais e permanece mais tempo no país, validando a eficácia das nossas ações de promoção”, afirmou Bruno Reis.
Estados e mercados emissores lideram fluxo
São Paulo liderou o ranking de estados com maior número de turistas internacionais no quadrimestre, totalizando 1.071.368 chegadas, crescimento de 4,95% em relação ao mesmo período do ano passado.
Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 1.065.011 desembarques e alta de 18,07%; Rio Grande do Sul, com 817.581 visitantes; Santa Catarina, com 505.054; e Paraná, com 456.129 turistas internacionais.
Entre os mercados emissores, a Argentina manteve liderança absoluta, enviando 1.807.639 turistas ao Brasil. Chile, Estados Unidos, Uruguai e Paraguai completam o ranking dos principais emissores.
Gustavo Feliciano, ministro do Turismo, destacou que o País já alcançou mais da metade da meta prevista no Plano Nacional de Turismo para 2026.
“Foram mais de 4,3 milhões de estrangeiros chegando ao Brasil, o que representa 57,8% da meta definida para o ano”, afirmou.
Apesar do avanço no modal aéreo, o turismo rodoviário apresentou retração, especialmente nas chegadas vindas da Argentina e do Uruguai.







