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Fim da escala 6×1 pode impulsionar turismo doméstico, avalia ministro do Turismo

Gustavo Feliciano acredita que ampliação do descanso semanal pode estimular viagens e lazer no Brasil, enquanto entidades do setor demonstram preocupação com impactos operacionais

Rafael Destro
Rafael Destro
Redator - E-mail: Rafael@brasilturis.com.br

Gustavo Feliciano, ministro do Turismo, afirmou que o fim da escala 6×1 pode representar um impulso para o turismo doméstico brasileiro. A declaração foi dada após participação na Corrida da Câmara, em Brasília, neste domingo (17).

Segundo Feliciano, a possibilidade de ampliação do tempo de descanso semanal pode estimular trabalhadores a destinarem mais tempo ao lazer e às viagens pelo país.

“O turismo, que é a minha área, tem muito a crescer porque a gente pode ser um dos setores beneficiados com essa medida, tendo em vista que o trabalhador e a trabalhadora vão ter um dia a mais de descanso e lazer e, quem sabe assim, poder aproveitar o turismo e praticar mais turismo no nosso país”, disse.

A proposta de redução da jornada de trabalho, que prevê descanso remunerado de dois dias por semana e diminuição da carga semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial, vem sendo debatida no Congresso Nacional. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, defende que o texto seja aprovado pela Casa até o fim de maio.

Apesar da avaliação positiva do Ministério do Turismo, entidades representativas do setor manifestaram preocupação com possíveis impactos operacionais e financeiros. Entre as organizações contrárias à proposta estão a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas, o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil e a Associação Brasileira de Parques e Atrações.

Segundo representantes do setor privado, o fim da escala 6×1 pode gerar aumento de custos operacionais, necessidade de contratação de mão de obra adicional e impactos na competitividade de segmentos como hotelaria, parques temáticos, resorts, bares e restaurantes.

O ministro do Turismo ponderou, no entanto, que os efeitos reais da medida só poderão ser avaliados após a definição completa do projeto.

“Só quando a gente tiver realmente o projeto inteiro, a gente vai ter o tamanho do impacto. A gente vai ver o que pode ser feito e assim buscar soluções para que esse impacto seja menor para nosso setor”, disse Feliciano.

A proposta integra uma das principais pautas trabalhistas em discussão no Congresso e vem mobilizando centrais sindicais, representantes empresariais e setores da economia ligados a serviços e turismo.

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