A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) investiga se um dos helicópteros envolvidos na colisão aérea registrada no último domingo (14), no Rio de Janeiro, realizava transporte aéreo clandestino. O acidente deixou seis mortos após as duas aeronaves se chocarem no ar e caírem na região do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da capital fluminense.
Em nota, a Anac informou que o helicóptero de prefixo PP-MAC já integrava a lista de monitoramento da área de fiscalização da agência em razão de uma denúncia de transporte clandestino recebida em 2025. Segundo o órgão, durante o processo de apuração, os responsáveis pela aeronave foram autuados por recusa no fornecimento de informações solicitadas pela fiscalização.
A aeronave transportava o piloto Alexandre Souza e quatro passageiros. Entre as vítimas estão o produtor musical brasileiro Lucas Frota, o cantor e produtor norte-americano Oliver Tree, o youtuber argentino Gaspi e o diretor de videoclipes Lucas Vignale.
No segundo helicóptero estava apenas o piloto Charles Marsillac, que também morreu no acidente.
As aeronaves caíram nas proximidades da Avenida das Américas, atingindo o estacionamento de uma concessionária de veículos elétricos. O impacto provocou um incêndio que destruiu ao menos 20 automóveis, segundo informações do Corpo de Bombeiros.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro conduz a investigação sobre as circunstâncias da colisão. A perícia foi realizada no local e os investigadores aguardam a conclusão dos trabalhos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão responsável pela apuração técnica de acidentes aeronáuticos no país.
A Anac ressaltou que a investigação sobre eventual transporte aéreo clandestino ocorre paralelamente à apuração das causas do acidente. O objetivo é verificar se a operação da aeronave estava em conformidade com a regulamentação da aviação civil brasileira.

