O governo das Ilhas Maurício confirmou que pretende implementar um sistema eletrônico de autorização prévia para entrada de viajantes estrangeiros. A medida faz parte do orçamento nacional para 2026-2027 e prevê a criação de uma autorização digital que deverá ser solicitada antes do embarque para o país.
Embora o discurso oficial do orçamento utilize o termo e-Visa, o anexo técnico da proposta se refere ao mecanismo como uma Electronic Travel Authorisation (ETA). Em ambos os casos, a iniciativa prevê uma autorização eletrônica para não cidadãos antes da viagem.
Segundo o governo, o objetivo é reduzir filas nos controles migratórios e reforçar a segurança nacional, permitindo que parte da análise dos viajantes seja realizada antes da chegada ao arquipélago.
A proposta ainda depende de alterações na Lei de Imigração e da regulamentação dos procedimentos. Também será definida uma taxa para emissão da autorização, cujo valor ainda não foi divulgado.
As autoridades não informaram quando o sistema entrará em vigor nem quais nacionalidades estarão sujeitas à nova exigência. Também permanecem indefinidos aspectos como prazo de validade, número de entradas permitidas, tempo de processamento e possíveis isenções.
Atualmente, turistas de diversos mercados, incluindo países europeus e os Estados Unidos, podem entrar em Maurício sem visto. A expectativa é que o novo sistema não elimine essa facilidade, mas acrescente uma autorização eletrônica obrigatória antes do embarque.
Além da futura ETA, o orçamento prevê outras mudanças na política migratória do país. Entre elas estão a reformulação do programa de visto para investidores, ajustes nas autorizações de trabalho e medidas para atrair estudantes internacionais, incluindo a criação de um portal “Study in Mauritius” e novos incentivos para permanência de graduados estrangeiros.







