O Brasil foi o quarto país do mundo que mais ampliou o número de turistas internacionais entre 2019 e 2025, segundo levantamento da plataforma Visual Capitalist, elaborado com base em dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No período, o país registrou crescimento de 46% nas chegadas internacionais, ficando atrás apenas de Arábia Saudita (67%), Marrocos (53%) e Egito (47%).
O resultado coloca o Brasil à frente de destinos como Colômbia (45%), Japão (34%), Chile (33%), Noruega (28%), Sérvia (27%) e Dinamarca (22%), evidenciando a recuperação do turismo brasileiro no cenário pós-pandemia.
Além do desempenho brasileiro, o estudo aponta uma mudança no mapa global do turismo, com mercados do Oriente Médio, Norte da África e América do Sul liderando a retomada da atividade. A Arábia Saudita aparece como o principal destaque após investir fortemente no setor, enquanto Marrocos e Egito consolidaram sua posição entre os destinos com maior crescimento no fluxo internacional.
Na América do Sul, o Brasil lidera entre os maiores mercados turísticos, seguido de perto pela Colômbia, que registrou aumento de 45% nas chegadas de visitantes estrangeiros.
Europa também avança, mas em ritmo menor
A pesquisa mostra que a maior parte dos destinos europeus voltou aos níveis registrados antes da pandemia, embora com crescimento inferior ao observado em outras regiões.
Entre os destaques do continente estão Noruega (28%), Sérvia (27%) e Dinamarca (22%), além de Portugal, Espanha e França, que também registraram aumento no fluxo turístico entre 2019 e 2025.
Em contrapartida, alguns mercados tradicionais ainda não recuperaram totalmente o movimento anterior à pandemia. A Alemanha recebeu 6% menos turistas no período, enquanto a Itália registrou queda de 5%. A Irlanda apresentou retração de 32%, tornando-se o segundo país que mais perdeu visitantes internacionais no levantamento, atrás apenas de Israel.
Conflitos e restrições ainda afetam alguns destinos
O estudo também evidencia que conflitos geopolíticos continuam impactando diretamente a atividade turística. Israel registrou a maior retração do levantamento, com queda de 71% nas chegadas internacionais em função da guerra na Faixa de Gaza.
Outros mercados também apresentaram desempenho abaixo dos níveis de 2019, como Estados Unidos (-14%), Canadá (-11%), Argentina (-23%) e Peru (-22%).
Na Ásia-Pacífico, a recuperação ocorreu de forma mais lenta. A Tailândia teve retração de 17%, enquanto Nova Zelândia (-9%), Austrália (-6%) e Indonésia (-4%) ainda permanecem abaixo dos índices registrados antes da pandemia, reflexo das longas restrições de fronteira adotadas durante a crise sanitária.
Confira a lista dos países:
- 1. Arábia Saudita +67%
- 2. Marrocos +53%
- 3. Egito +47%
- 4. Brasil +46%
- 5. Colômbia +45%
- 6. Japão +34%
- 7. Chile +33%
- 8. Noruega +28%
- 9. Sérvia +27%
- 10. Dinamarca +22%







