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BNDES libera até R$ 8 bilhões em crédito para companhias aéreas

Recursos do FNAC poderão ser acessados por Azul, Abaeté, GOL e LATAM Brasil até dezembro de 2026 para capital de giro

Matheus Alves
Matheus Alves
Repórter - E-mail: matheus@brasilturis.com.br

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta quinta-feira (30), uma linha de crédito de até R$ 8 bilhões com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), vinculado ao Ministério de Portos e Aeroportos. O financiamento estará disponível até dezembro de 2026 para quatro empresas que operam voos domésticos no Brasil: Azul, Abaeté, GOL e LATAM Brasil.

Segundo o banco, a linha tem como objetivo oferecer capital de giro às companhias diante do aumento dos custos operacionais, especialmente da alta do preço do querosene de aviação (QAV). Até o momento, nenhuma das empresas informou se utilizará os recursos.

De acordo com o BNDES, o preço do combustível praticamente dobrou entre abril e maio deste ano em razão da escalada do conflito no Oriente Médio. A instituição afirma que a medida busca apoiar a sustentabilidade financeira das empresas de transporte aéreo regular doméstico.

Os financiamentos terão taxa de juros fixa de 4% ao ano, definida pelo Comitê Gestor do FNAC (CGFNAC), e prazo de até 60 meses para pagamento.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, afirmou que os recursos poderão contribuir para a continuidade das operações das companhias aéreas. “Os recursos vão apoiar empresas que desempenham papel importante para a economia, contribuindo para a continuidade das operações e da oferta de transporte aéreo à população, para a manutenção de empregos e para mitigar a redução da malha aérea ou a descontinuidade de rotas”, declara.

“São companhias que já foram fortemente impactadas pelos efeitos da pandemia e que agora enfrentam o aumento do custo do combustível de aviação devido à guerra no Oriente Médio”, complementa Mercadante.

Tomé França, ministro de Portos e Aeroportos, destaca a importância do transporte aéreo para o país. “A aviação civil é uma necessidade do Brasil, pelo tamanho do país, pelo número de cidades e pelo número de habitantes”, acrescenta.

Já Juliano Noman, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), afirmou que a disponibilização dos recursos reconhece a importância do setor para a economia brasileira. “A aviação integra o país, gera emprego e ajuda o turismo a bater recordes. Cada novo destino nacional e internacional retorna em turismo, PIB, desenvolvimento e emprego”, conclui.

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