Dubai lançou um programa de recompensas para estimular a retomada do turismo internacional após a queda no fluxo de visitantes causada pela escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Batizada de A Dubai Invite, a iniciativa oferece benefícios de até 3 mil dirhams, cerca de R$ 4,2 mil, para moradores e cidadãos dos Emirados Árabes Unidos que indicarem parentes e amigos para visitar o destino até o fim de outubro.
A ação integra um conjunto de medidas adotadas pelo Departamento de Economia e Turismo de Dubai (DET) para recuperar um setor que vinha de um ano recorde. Em 2025, o emirado recebeu 19,59 milhões de turistas internacionais, mas viu a demanda despencar após ataques com mísseis e drones atingirem pontos estratégicos da cidade, incluindo o Aeroporto Internacional de Dubai e o hotel Fairmont The Palm.
Programa busca estimular novas viagens
O programa A Dubai Invite permite que residentes maiores de 18 anos, portadores de Emirates ID válido, indiquem até três visitantes estrangeiros. Os convidados devem residir fora dos Emirados Árabes Unidos, possuir visto de turista e chegar ao país por via aérea, terrestre ou marítima.
Como incentivo, os moradores recebem um pacote de benefícios que inclui hospedagem, descontos em restaurantes e ingressos para atrações turísticas. As viagens podem começar até 31 de outubro, enquanto os benefícios permanecerão válidos até dezembro.
“Em um momento em que a conexão pessoal e a credibilidade importam mais do que nunca nas decisões de viagem, o A Dubai Invite fala diretamente sobre o que torna esta cidade permanentemente fascinante: as pessoas que a chamam de lar e as famílias e amigos que elas recebem aqui para vivenciá-la por conta própria”, comenta Noor Al Geziry, vice-presidente assistente de Projetos Especiais e MENA do Departamento de Economia e Turismo de Dubai (DET).
Segundo a imprensa local, mais de 10 mil inscrições foram registradas nas primeiras 48 horas após o lançamento da campanha.
Medidas tentam recuperar setor
O impacto do conflito também afetou diretamente a operação turística do emirado. Após os ataques registrados em fevereiro, o Aeroporto Internacional de Dubai interrompeu temporariamente suas operações, enquanto companhias como British Airways e Emirates suspenderam voos para o destino.
Além da redução da conectividade aérea, hotéis registraram forte queda na ocupação, que passou de cerca de 80% para projeções próximas de 10% nos meses seguintes aos ataques, segundo informações divulgadas pela imprensa internacional. Empreendimentos turísticos também relataram perdas superiores a 50% nas receitas.
Para estimular a demanda, hotéis passaram a oferecer descontos de até 45%, diárias gratuitas e reformas antecipadas. O governo também suspendeu a taxa de hospedagem cobrada em hotéis de alto padrão e eliminou a taxa municipal de 7% incidente sobre contas de hotéis e restaurantes.
Reconstrução da imagem do destino
Especialistas apontam que o principal desafio de Dubai será restabelecer sua imagem de destino seguro, característica que sustentou o crescimento do turismo nas últimas décadas.
Alertas de viagem emitidos por diferentes países continuam vigentes. Os Estados Unidos, por exemplo, seguem recomendando que seus cidadãos reconsiderem viagens aos Emirados Árabes Unidos, cenário que mantém pressão sobre a recuperação da atividade turística.






