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Guerra no Irã derruba movimento no aeroporto de Dubai

Conflito no Oriente Médio afeta operações aéreas e reduz fluxo de passageiros em um dos principais hubs globais

Maurício Herschander
Maurício Herschander
Repórter - E-mail: mauricio@brasilturis.com.br

O Aeroporto Internacional de Dubai registrou uma forte retração no fluxo de passageiros após os impactos da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel no Oriente Médio. Segundo dados divulgados pela administração do terminal, o movimento caiu 66% em março, reflexo direto das interrupções operacionais e do cancelamento de voos na região.

A redução afetou também o desempenho do primeiro trimestre de 2026. O aeroporto movimentou 2,5 milhões de passageiros entre janeiro e março, número 21% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. O cenário levou a administração do hub a adiar a expectativa de ultrapassar a marca de 100 milhões de passageiros anuais.

“Estávamos projetando alcançar e superar a marca simbólica de 100 milhões de passageiros este ano; acredito que isso possa ficar para 2027, e ainda estamos confiantes de que conseguiremos atingir esse número”, afirmou Paul Griffiths, em entrevista à Bloomberg Television.

Mesmo diante da retração, a Índia permaneceu como principal mercado emissor do aeroporto, com 2,5 milhões de passageiros. Na sequência aparecem Arábia Saudita, Reino Unido e Paquistão. Entre os destinos mais movimentados do hub, Londres liderou com 752 mil viajantes, seguida por Mumbai e Jidá.

Recuperação ainda parcial

Segundo Griffiths, a expectativa é de recuperação gradual nos próximos meses, impulsionada principalmente pelo tráfego de conexões durante o verão no hemisfério norte. O executivo destacou que o aeroporto trabalha para ampliar novamente sua operação após os Emirados Árabes Unidos suspenderem parte das restrições de viagem adotadas desde o início do conflito.

Ainda assim, a retomada segue incompleta. Apenas 51 das 90 companhias aéreas que operavam regularmente no aeroporto voltaram a atuar no terminal. De acordo com Griffiths, muitas empresas da Europa Ocidental e dos Estados Unidos ainda enfrentam dificuldades relacionadas à obtenção de cobertura de seguros, diante dos alertas de viagem emitidos por diferentes governos.

Desde o início da guerra, no fim de fevereiro, o aeroporto precisou interromper operações diversas vezes após incidentes envolvendo drones nas proximidades. Outros terminais da região também sofreram impactos durante o período, incluindo os aeroportos de Abu Dhabi, Kuwait e Bahrein.

As companhias Emirates e flydubai, responsáveis por parcela significativa da movimentação no aeroporto, também seguem operando abaixo da capacidade habitual. Nos últimos meses, milhares de voos foram cancelados, enquanto parte da malha aérea precisou ser reconfigurada diante da queda na procura por viagens ao Golfo Pérsico.

“Os planos de longo prazo não foram afetados e acredito que isso será apenas um impacto temporário, do qual nos recuperaremos muito rapidamente”, concluiu Griffiths.

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