A Walt Disney Company registrou queda de 1% na frequência de visitantes em seus parques temáticos nos Estados Unidos durante o segundo trimestre fiscal, mas manteve crescimento de receita impulsionado pelo aumento dos gastos dos visitantes.
Durante a divulgação de resultados, Josh D’Amaro, CEO da companhia, destacou que a divisão de experiências teve crescimento de 7% na receita, totalizando US$ 9,49 bilhões, enquanto o lucro operacional avançou 5%, alcançando US$ 2,62 bilhões, ambos recordes para o período.
Apesar da leve retração no público, atribuída principalmente à redução no fluxo internacional, a expectativa da companhia é de recuperação da demanda ao longo do terceiro trimestre fiscal.
Hugh Johnston, CFO da Disney, explicou que, desconsiderando o impacto da queda no turismo internacional, os parques domésticos teriam registrado crescimento de público. Segundo ele, o gasto dos visitantes foi “ligeiramente acima do esperado” em diferentes categorias, como ingressos, alimentos e bebidas e produtos licenciados. As reservas futuras também indicam desempenho positivo para o restante do ano.
O executivo também comentou o impacto do custo de combustíveis no comportamento do consumidor. “Não observamos, até o momento, qualquer alteração no comportamento do consumidor em função dos preços elevados dos combustíveis, nem identificamos impacto material para o restante do ano fiscal”, afirmou Hugh Johnston. Ele ponderou, no entanto, que um eventual aumento adicional nos preços pode gerar efeitos.
“Caso essa possibilidade se concretize, cada unidade de negócios possui mecanismos para realizar ajustes a fim de mitigar esse tipo de pressão macroeconômica”, completou Johnston.
Nova liderança e estratégia integrada
A teleconferência marcou a estreia de Josh D’Amaro no comando da empresa. O executivo agradeceu ao antecessor Bob Iger e reforçou o compromisso com a continuidade da estratégia da companhia.
“Esta é uma das grandes companhias do mundo, construída ao longo de mais de um século com base em narrativas poderosas, inovação constante e uma capacidade singular de estabelecer conexões profundas e emocionais com públicos em todo o planeta”, afirmou o CEO da Disney. “Assumo essa função com genuíno reconhecimento, forte senso de responsabilidade e grande otimismo em relação ao futuro.”
Entre as prioridades da nova gestão está o fortalecimento de propriedades intelectuais e sua integração em diferentes áreas da empresa, incluindo parques temáticos e a Disney Cruise Line. A estratégia também prevê maior conexão entre as experiências físicas e a plataforma de streaming Disney+.
“Acredito que temos uma oportunidade concreta de aprofundar nosso relacionamento direto com os consumidores, por meio da criação de uma experiência Disney mais integrada”, disse D’Amaro. “Faremos isso conectando streaming, esportes, jogos e experiências, com o Disney+ ocupando uma posição central e cada vez mais estratégica.”
Expansão global e novos investimentos
A companhia segue ampliando sua presença global com investimentos na divisão de experiências. Entre os destaques recentes estão o lançamento do navio Disney Adventure, com base em Singapura, e a abertura da área temática World of Frozen na Disneyland Paris.
“Esses são marcos relevantes que ampliam o alcance de nossas marcas para novos mercados e públicos ao redor do mundo”, afirmou D’Amaro. “A forte demanda observada por essas atrações reforça nossa confiança nas oportunidades de longo prazo em todo o nosso portfólio de ativos de experiências, incluindo parques, cruzeiros e iniciativas imersivas.”
Além disso, a empresa aposta em novos modelos de expansão, incluindo parcerias estratégicas, como o desenvolvimento de cruzeiros no Japão em colaboração com a Oriental Land Company e o projeto da Disneyland Abu Dhabi em parceria com a Miral.
Segundo Josh D’Amaro, os investimentos em capacidade e novos projetos são fundamentais para sustentar o crescimento da divisão de experiências no longo prazo.







