A United Airlines retomará, a partir de 8 de setembro, os voos diretos entre o Aeroporto Internacional de Newark, na região de Nova York, e o Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv. A companhia planeja operar duas frequências diárias na rota com aeronaves Boeing 787 Dreamliner.
Os voos estavam suspensos desde 28 de fevereiro, após o fechamento do espaço aéreo israelense durante o conflito com o Irã. Com a reabertura do Aeroporto Ben Gurion, as companhias estrangeiras passaram a avaliar gradualmente a retomada das operações.
A volta da United ocorre poucos dias antes do Rosh Hashanah, o Ano Novo Judaico, que começa na noite de 11 de setembro. O período tradicionalmente registra aumento na demanda por viagens entre Estados Unidos e Israel.
Com o novo cronograma, a United se tornará, inicialmente, a única das três grandes companhias aéreas americanas a oferecer voos diretos regulares para Tel Aviv. As reservas para embarques a partir de 8 de setembro já estão disponíveis, embora a companhia ressalte que a operação permanece condicionada às condições de segurança e operacionais na região.
Delta mantém suspensão
A Delta Air Lines segue uma estratégia mais cautelosa. A companhia estendeu até 5 de setembro, inclusive, a suspensão dos voos entre Nova York-JFK e Tel Aviv-Ben Gurion e da ligação entre Atlanta e Tel Aviv.
A empresa afirma que continua monitorando a situação regional e priorizando a segurança de passageiros e funcionários. O lançamento da rota entre Boston e Tel Aviv também foi adiado por prazo indeterminado.
Caso a Delta mantenha o planejamento atual, a companhia poderia retomar os voos para Tel Aviv em 5 de setembro, três dias antes do início da operação anunciada pela United. Até o momento, porém, não há confirmação oficial sobre a retomada.
American Airlines prevê retorno em 2027
Entre as três principais companhias americanas, a American Airlines mantém a previsão mais distante para o retorno à rota. A empresa não planeja reiniciar os voos diretos entre Nova York-JFK e Tel Aviv-Ben Gurion antes de 27 de março de 2027.
A companhia ampliou a suspensão da operação após o ataque do Hamas contra Israel, em outubro de 2023, e permanece fora do mercado de voos diretos entre os Estados Unidos e Israel.
Enquanto as companhias americanas adotam estratégias diferentes para o retorno, as israelenses El Al e Arkia continuam operando voos sem escalas entre os dois países.

