Uma greve de funcionários do Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta, em Nairóbi, principal terminal aéreo do Quênia, afetou milhares de passageiros nesta segunda-feira (31). A paralisação chegou ao segundo dia, com atrasos e cancelamentos de voos, enquanto representantes sindicais e do governo mantêm negociações para tentar solucionar o impasse.
A Kenya Aviation Workers’ Union (Kawu), entidade que representa trabalhadores da aviação no país, atribuiu a mobilização a uma série de reivindicações. Entre elas estão a ausência de um acordo coletivo de trabalho com a Autoridade de Aviação Civil do Quênia e, segundo o sindicato, a falta de cooperação da Autoridade de Aeroportos do Quênia (Kaa) e da Jambojet, subsidiária da Kenya Airways.
A Kaa havia informado no domingo (30) que alguns voos enfrentavam atrasos, mas não detalhou as causas das alterações. Procurada nesta segunda-feira, a autoridade aeroportuária não respondeu aos pedidos de comentários. A Autoridade de Aviação Civil do Quênia e a Jambojet também não se manifestaram.
A RwandAir, companhia aérea nacional de Ruanda, informou no domingo, por meio de uma publicação no X, que cancelou dois voos. A empresa atribuiu a decisão ao que classificou como problemas relacionados ao controle de tráfego aéreo no aeroporto de Nairóbi.
Passageiros ouvidos pela Reuters relataram longos períodos de espera no terminal e dificuldades para obter informações atualizadas sobre a situação de seus voos.
“Quando cheguei aqui, o voo foi adiado para 1h da manhã. Então foi um atraso de uma hora e meia, e depois houve outro atraso para 4h30. E, por volta das 3h, fui fazer o check-in. Disseram que o voo havia sido cancelado”, contou o rabino Mendel Goldman, que viajava para um casamento na Flórida.
“O voo mais cedo que conseguiram para nós é somente amanhã à noite, então teremos que esperar”, disse Goldman nesta segunda-feira. “Vamos tentar aproveitar ao máximo, mas, enquanto isso, já estou aqui há 12 horas, esperando no aeroporto.”
O secretário-geral da Kawu, Moss Ndiema, afirmou que representantes da entidade e do governo se reuniram no domingo para discutir as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores, mas as conversas terminaram sem um acordo que permitisse encerrar a paralisação.
“Concordamos em continuar as negociações amanhã, a partir das 11h. Enquanto isso, a greve continua”, disse ele em comentários transmitidos pela KTN Television no domingo.










