A Viking Cruises lançou ao mar o Viking Astrea, seu segundo navio oceânico equipado com tecnologia de hidrogênio. A embarcação foi lançada no estaleiro da Fincantieri, em Ancona, na Itália, e terá parte do sistema de propulsão alimentado por hidrogênio líquido e células de combustível.
Com aproximadamente 54,3 mil toneladas brutas e 239 metros de comprimento, o Viking Astrea terá capacidade para até 998 hóspedes, distribuídos em 499 cabines. A estreia está prevista para junho de 2027.
Segundo o portal Krooze, o lançamento marca o início da etapa final de construção do navio, que inclui montagem, acabamento e testes antes da entrega. A madrinha da embarcação é Francesca Baldinelli, do departamento de controle de produção do estaleiro de Ancona.
A cerimônia contou ainda com Gilberto Tobaldi, diretor do estaleiro da Fincantieri em Ancona, e Ghislain Lemarie, vice-presidente de desenvolvimento e construção de navios da Viking.
Segundo navio com hidrogênio
O Viking Astrea é o segundo navio da Viking a utilizar tecnologia de hidrogênio. Em março, a companhia lançou ao mar o Viking Libra, que tem entrega prevista para novembro de 2026 e deve entrar em operação antes do Astrea.
Os dois projetos utilizam hidrogênio líquido armazenado a bordo e células de combustível para geração de energia e apoio à propulsão.
Metas de redução de emissões
A adoção da tecnologia ocorre em um contexto de metas de redução de emissões no transporte marítimo. Em 2018, a Organização Marítima Internacional (IMO), agência da ONU responsável pela regulamentação do transporte marítimo, estabeleceu uma estratégia inicial para reduzir as emissões de gases de efeito estufa do setor.
A estratégia previa redução de pelo menos 40% na intensidade de carbono do transporte marítimo internacional até 2030, em comparação com 2008, além da busca por redução de 70% até 2050. O plano também estabelecia a meta de reduzir em pelo menos 50% as emissões totais anuais de gases de efeito estufa do transporte marítimo internacional até 2050, em relação aos níveis de 2008.
No segmento de cruzeiros, a Cruise Lines International Association (CLIA) estabeleceu, para suas companhias associadas, a meta de reduzir em 40% a taxa de emissões de carbono da frota global até 2030, tendo 2008 como ano-base, e buscar emissões líquidas zero até 2050.
Entre as tecnologias incorporadas a novas embarcações estão combustíveis alternativos, células de combustível, baterias, conexão elétrica em terra e sistemas de eficiência energética.
Desafios do hidrogênio
O hidrogênio ainda está em desenvolvimento para aplicação em larga escala no transporte marítimo. A CLIA aponta que a descarbonização do setor depende de uma combinação de medidas, como eficiência energética, otimização operacional, transição para combustíveis de menor emissão de carbono e expansão da infraestrutura portuária.
A utilização do hidrogênio em escala também envolve desafios relacionados à produção, distribuição, segurança, regulamentação e disponibilidade de combustíveis alternativos.
Nesse contexto, o Viking Astrea e o Viking Libra integram uma frente de desenvolvimento tecnológico voltada ao uso do hidrogênio em navios de cruzeiro.
Construção na Itália
A Fincantieri é responsável pela construção dos dois navios da Viking que utilizam a tecnologia de hidrogênio. O Viking Astrea seguirá agora para as etapas finais de construção e testes antes da entrega prevista para 2027.













