Iata divulga Relatório de Segurança das Companhias Aéreas em 2021

A Iata divulgou seu Relatório de Segurança das Companhias Aéreas, mostrando a evolução dos protocolos de segurança no setor nos últimos cinco anos

Iata

Nesta quinta-feira (3), a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) divulgou dados sobre o desempenho de segurança das companhias aéreas comerciais em 2021, destacando uma grande melhoria na performance geral das mesmas. Segundo a associação:

  • Houve uma redução na taxa total referente a acidentes e fatalidades;
  • Membros da IATA e companhias aéreas com certificado IATA Operational Safety Audit (IOSA) não tiveram quaisquer acidentes fatais em 2021;
  • Não houve acidente durante excursão de pista/taxiamento pela primeira vez em 15 anos.

Dentre as principais reduções entre 2020 e 2021, pode-se destacar:

  • Taxa referente a todos os acidentes (a cada 1 milhão de voos): de 1,58 (ou 1 acidente a cada 630 mil voos) para 1,01 (ou 1 acidente a cada 990 mil voos);
  • Taxa referente a todos os acidentes das companhias aéreas membros da IATA: de 0,77 (1 a cada 1,30 milhão) para 0,44 (1 a cada 2,27 milhões);
  • Perda total da fuselagem de aeronave jato: de 0,16 (1 acidente de grandes proporções a cada 6,3 milhões de voos) para 0,13 (1 a cada 7,7 milhões);
  • Perda total da fuselagem de aeronave turbo: de 1,59 (ou 1 perda de fuselagem a cada 630 mil voos) para 1,77 (1 a cada 560 mil);
  • No total, foram realizados 25,7 milhões de voos em 2021, em comparação aos 22,2 milhões de 2020.

No entanto, a IATA aponta que algumas estatísticas específicas viram um crescimento: no caso, apesar da redução do total de acidentes de 35 para 26 (com uma média de 44,2/ano desde 2017), e de fatalidades de 132 para 121 (média de 207), o risco de acidentes fatais subiu.

  • Acidentes fatais: de 5 para 7 (1 por jato e 6 turbos);
  • Risco de fatalidade: de 0,13 para 0,23;
  • Risco de fatalidade das companhias aéreas membros da IATA: de 0,06 para 0.

O aumento do risco de fatalidade geral está relacionado, segundo a associação, ao aumento no número de fatalidades com aeronaves turbo. Houve um acidente fatal envolvendo uma aeronave jato no ano passado, e o risco de fatalidade de jatos em 2021 foi para 0,04 a cada um milhão de voos, comparado à média de 5 anos que residia em 0,06.

IOSA – IATA Operational Safety Audit

O IOSA é o padrão de segurança global utilizado pelo setor de companhias aéreas em auditorias de segurança operacional, além de ser um requisito mínimo para ser membro da IATA.

Atualmente, 403 companhias aéreas possuem a certificação, incluindo 115 que não são membros participantes da associação. Isso garantiu que tais companhias certificadas obtivessem performances seis vezes melhores que as companhias aéreas sem certificado IOSA (0,45 contra 2,86).

“A contribuição do padrão IOSA para melhorar a segurança pode ser vista nos excelentes resultados das companhias aéreas com certificação IOSA, independentemente da região em que operam. Continuaremos a desenvolver esse padrão para apoiar um desempenho ainda melhor na segurança do setor”, disse Willie Walsh, diretor geral da IATA.

Além disso, foram ressaltadas as taxas de perda total da fuselagem para aeronaves jato e turbo por região. Os números mais elevados de acidentes nas aeronaves jato ocorrem em:

  • Ásia-Pacífico: de 0,62 para 0,33;
  • Europa: de 0,31 para 0,27.

Enquanto isso, embora os setores atendidos por aeronaves turbo representem apenas 10,99% do total, os acidentes envolvendo aeronaves turbo representam 50% de todos os acidentes, incluindo 86% dos acidentes fatais e 49% das fatalidades em 2021.

  • África: de 9,77 para 5,59;
  • Comunidade de Estados Independentes (CEI): de 0,00 para 42,53;
  • América Latina e Caribe: de 2,35 para 0;
  • América do Norte: de 1,74 para 0.

A associação ressalta que companhias aéreas baseadas na CEI não sofreram acidentes fatais com jatos em 2021; porém, houve quatro acidentes com aeronaves turbo, três desses causando ao menos 41 mortes, o que representa mais de um terço das fatalidades de 2021.

Por fim, as companhias aéreas da África Subsaariana registraram quatro acidentes no ano, todos envolvendo aeronaves turbo, três das quais causaram 18 mortes.

Nenhuma das companhias envolvidas nestes acidentes tinha certificação IOSA.

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