Marcelo Freixo, presidente da Embratur, afirmou, nesta quarta-feira (30), que a Agência pretende usar mais a produção audiovisual como uma importante ferramenta na estratégia de promoção dos destinos brasileiros no exterior. A afirmação foi feita durante o “Seminário do Audiovisual Brasileiro”, promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. A agência também participou de evento da isenção de visto entre Brasil e Japão.

Freixo participou do painel “Articulando as instituições do audiovisual no Brasil” e ressaltou que os dois setores compartilham dos mesmos objetivos. “O que estamos debatendo aqui é um projeto de reconstrução do país. Tanto a Embratur, como o audiovisual brasileiro têm muito em comum – promover o Brasil para fora, para que todos conheçam. Precisamos pensar em conjunto, com atores do setor, com o próprio governo, em desenvolver ações compatíveis com o que o século XXI nos pede”, aponta.

Com a aposta no audiovisual brasileiro, a proposta da Embratur, segundo o presidente da Agência, é promover o afroturismo e o turismo sustentável. “Promover o afroturismo vai nos ajudar a construir o Brasil que queremos, estimulando o resgate de nossa história, combatendo o racismo e fortalecendo o afroempreendedorismo, gerando emprego e renda. É também importante que nossa diversidade de atrativos de natureza e a diversidade cultural dos povos que vivem nas regiões de floresta também estejam no imaginário internacional, e o audiovisual cumpre essa função”, finalizou Freixo.

Durante o evento, Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, disse que a instituição pretende colocar, “o quanto antes”, R$ 500 milhões para crédito direto à cultura. O executivo defendeu a “reserva de tela” – garantia de cotas de produções nacionais nas exibições. “O BNDES vai levar uma delegação à Coreia para estudar políticas de apoio ao audiovisual”, contou. “As plataformas de streaming precisam contribuir com emprego e renda no Brasil”, completou.

O seminário também contou ainda com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes; do presidente da Apex-Brasil, Jorge Viana, e de atores de produções do audivisual, como o diretor e produtor Lázaro Ramos e Frederic Breyton, do Estúdios Quanta.