O trabalho colaborativo entre a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) para o aperfeiçoamento e otimização de rotas aéreas permitiu a redução de emissão de 90 milhões de kg de gás carbônico, contabilizados do início de 2020 até o primeiro trimestre de 2023.

Esse total equivale à absorção de CO2 realizada por 551.673 árvores da Mata Atlântica, já que cada árvore desse bioma absorve 163,14 kg de CO2 durante seus primeiros 20 anos, de acordo com a Fundação SOS Mata Atlântica.

O aprimoramento de rotas aéreas nesse período permitiu, ainda, a economia de 62.164.200 kg de querosene de aviação (QAV), o que corresponde a 37.675 voos na ponte aérea entre os aeroportos de Congonhas e Santos Dumont, cujo consumo de combustível é de 1.650 kg de QAV. Essa redução seria suficiente para encher os tanques de 2.389 aviões da Boeing, modelo 737-800, ou 3.108 aeronaves da Airbus, da família A320.

“O trabalho colaborativo entre a Abear e o Decea, por meio do Projeto Eficiência de Rotas, tem sido fundamental para mostrar o que de fato as companhias aéreas e autoridades aeronáuticas têm feito para contribuir com a descarbonização da aviação comercial. Iniciativas como essa comprovam o potencial que o país tem para ser protagonista nas discussões sobre redução de emissões e desenvolvimento de combustíveis sustentáveis para a aviação”, disse Jurema Monteiro, presidente da Abear.