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Maurício Herschander
Maurício Herschander
Repórter - E-mail: mauricio@brasilturis.com.br

Alagev provoca reflexão sobre inovação humanizada nas viagens corporativas

Durante o Festuris, associação defende que o futuro do segmento depende de equilíbrio entre tecnologia, bem-estar e propósito sustentável

A Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev) marcou presença na 37ª edição do Festuris, em Gramado (RS), levando à feira uma discussão que vai além da digitalização do setor. A diretora-executiva da entidade, Luana Nogueira, conduziu a palestra “Inovação em Viagens e Eventos Corporativos: um olhar que vai além da tecnologia”, convidando o público a repensar o conceito de inovação sob uma perspectiva mais humana, sustentável e estratégica.

Inovação centrada nas pessoas

Em sua fala, Luana destacou que o avanço das viagens corporativas não está apenas nas ferramentas tecnológicas, mas na forma como as empresas as utilizam para melhorar a experiência dos viajantes e o impacto das operações. “A tecnologia é suporte e não a base dos processos. Hoje ela deixa de ser ferramenta e se torna inteligência estratégica para a tomada de decisões, pois a inovação real se dá quando dados são usados para antecipar necessidades, otimizar itinerários, prever comportamentos e cumprir metas de negócios”, explicou.

A diretora enfatizou que, em um cenário de transformações rápidas, a inovação verdadeira está nas decisões conscientes e humanizadas, voltadas ao bem-estar, à flexibilidade e à valorização das pessoas. Segundo ela, o setor vive um momento de redefinição, no qual a experiência humana se torna o centro das políticas de viagens corporativas.

Tendências internacionais e novos comportamentos

Durante a palestra, Luana apresentou tendências extraídas do GBTA 2025, maior evento global do setor, realizado em Denver (EUA). O relatório aponta que o viajante corporativo contemporâneo busca equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida, o que exige políticas mais flexíveis e inclusivas por parte das empresas.

Ela citou exemplos práticos: “Um colaborador muito alto precisa de mais espaço dentro do avião, e uma pessoa neurodivergente pode necessitar de adaptações específicas durante a viagem. Na Alagev destacamos que o bem-estar é um fator determinante de engajamento e retenção.”

Essas mudanças refletem uma transição do modelo centrado em eficiência operacional para um modelo voltado à personalização, empatia e sustentabilidade emocional, em que cuidar das pessoas é também cuidar dos resultados de negócio.

ESG como pilar estratégico

Luana também reforçou que as práticas ESG continuam entre os principais vetores de transformação no turismo corporativo, indo além da tradicional compensação de carbono. Para ela, é essencial que as organizações incorporem dimensões sociais e de governança em seus modelos de gestão.

“É preciso apoiar empregos sustentáveis, garantir salários justos e promover contratos com sustentabilidade financeira. Se a empresa conseguir equilibrar tecnologia, sustentabilidade e propósito, terá vantagem competitiva em tudo o que faz”, afirmou.

Ao encerrar, a diretora ressaltou que o papel da Alagev é justamente estimular o debate sobre como o setor pode inovar com responsabilidade e propósito. “A inovação vai muito além das telas — ela começa nas pessoas e no impacto positivo que somos capazes de gerar dentro e fora das empresas”, concluiu.

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