Nesta terça-feira (17), Bruno Wendling completa nove anos à frente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur MS). Em comemoração, o diretor-executivo da entidade fez um balanço da sua gestão e aponta os próximos passos para o desenvolvimento do turismo no estado, com foco na continuidade das políticas públicas e na consolidação do posicionamento do destino.
Em entrevista ao Brasilturis, Wendling conta que é até difícil elencar os principais marcos de sua gestão. “Foram muitas conquistas, mas creio que o principal seja o reposicionamento do estado enquanto destino nacional e internacional. Isso foi um resultado que vem até hoje sendo colhido”, afirma.
Outro destaque, de acordo com Wendling, foi o avanço na governança e na profissionalização do setor. “Conseguimos descentralizar e ajudar a criar as associações regionais de turismo e criar uma referência em gestão também de governança”, declara. Ele lembra ainda o reconhecimento obtido com o Prêmio Nacional do Turismo.
Na área de inteligência de mercado, o presidente da Fundtur MS cita a implementação de ferramentas baseadas em dados. “Temos um portal que chama Alumia, que foi também uma virada de chave para ajudar as pessoas a tomarem melhores decisões”, explica.
A agenda de sustentabilidade também aparece entre os pilares da gestão. “Lideramos em termos de destinos avançando na questão da agenda climática. Apoiamos o município de Bonito para se tornar o primeiro destino carbono neutro do planeta certificado”, afirma.
Além disso, o executivo ressalta a estratégia de promoção contínua e segmentação da oferta turística. “Estamos trabalhando para construir essa segmentação nos territórios, com afroturismo, LGBT, 60+, turismo de base comunitária e turismo acessível”, lista Wendling.
Aprendizados, desafios e prioridades
Ao avaliar o período à frente da entidade, Wendling destaca a importância da constância e da visão estratégica. “Aprendemos a ter mais paciência, entender que os ciclos são longos mesmo. O tempo da gestão é bem menor do que o tempo de uma mudança de um território”, afirma.
Ele reforça ainda o papel da construção coletiva e da parceria com o setor privado. “A importância da construção coletiva para ter políticas públicas de longo prazo e a relação de parceria com o privado são fundamentais”, pontua, aproveitando também para destacar os principais desafios para o crescimento do turismo no estado. “A diversidade de oferta e o aumento de investimentos privados são fundamentais para estruturar novas regiões”, salienta.
A ampliação da conectividade aérea também segue no radar. Segundo Wendling, há avanços em curso, com novos voos e negociações em andamento, além da ambição de conquistar uma ligação internacional direta no futuro.
No curto prazo, a Fundtur MS concentra esforços na execução de campanhas promocionais e no fortalecimento de mercados estratégicos. Entre as iniciativas, está a campanha “Pantanal Jam”, que será ampliada ao longo do ano, além da atuação nos mercados norte-americano e europeu.
O estado também se prepara para receber eventos do setor, como o Abeta Summit, e ampliar projetos em segmentos como turismo acessível e experiências em comunidades indígenas.
Posicionamento e legado
Para os próximos anos, a estratégia é consolidar a imagem de Mato Grosso do Sul como destino de ecoturismo e turismo de aventura. “A imagem já está posta. O que queremos consolidar como o melhor destino do Brasil nesses segmentos”, afirma.
No mercado internacional, o foco está na constância das ações e na comunicação direcionada. “É aumentar o destaque ano após ano, com estratégia e constância”, reforça o diretor-executivo do Fundtur MS.
Ao falar sobre legado, Wendling enfatiza a continuidade das políticas públicas como principal objetivo. “Se houver continuidade da política pública que está sendo implementada, isso significa que foi bem feito”, conclui.

