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Brasil cresce 0,3%, mantém 1,9 milhão de visitantes e gera US$ 9,8 bilhões aos EUA

Mercado brasileiro mantém estabilidade nas viagens aos EUA em meio à queda global e ganha força com a agenda da Copa de 2026

Felipe Lima
Felipe Lima
Chefe de Redação - E-mail: felipe@brasilturis.com.br

Rio de Janeiro (RJ) – Mesmo diante da queda global de 5,4% nas chegadas internacionais aos Estados Unidos em 2025, o Brasil manteve estabilidade no fluxo emissivo e consolidou sua posição como sexto maior mercado internacional para o país. Os dados foram apresentados por Emanuelle De Nadal Luz, especialista comercial do U.S. Commercial Service Brazil, braço do Departamento de Comércio dos EUA no Brasil, durante treinamento promovido pelo Brand USA no Fairmont Rio de Janeiro.

“Mesmo com a queda global nas viagens para os Estados Unidos, o Brasil continua resiliente como mercado emissor”, afirma.

De acordo com números do National Travel and Tourism Office, o Brasil registrou 1.916.565 visitantes em 2025, crescimento de 0,3% em relação a 2024, quando o volume foi de 1.910.256 viajantes. No comparativo histórico, o País já se aproxima do patamar pré-pandemia, quando somou 2,1 milhões de visitantes em 2019.

Globalmente, enquanto o Canadá apresentou retração de 21,7% e o turismo total para os EUA caiu 5,4%, a América do Sul ficou estável, com leve alta de 0,03%.

“O mercado brasileiro segue resiliente e isso traz confiança para a tomada de decisão do trade”, diz.

Os dados apresentados reforçam um ponto estratégico para operadores e agentes: 82,8% dos brasileiros que viajam aos Estados Unidos já estiveram no destino anteriormente, enquanto apenas 17,2% realizam a primeira viagem.

Isso indica um mercado maduro, com forte presença de repetidores e demanda por inovação de produto. A média de permanência é de 16 noites, e o gasto total do mercado brasileiro alcança US$ 9,8 bilhões.

Entre os principais estados visitados estão Florida (58,5%), New York (20,5%) e California (9,7%), seguidos por Nevada, Texas e Massachusetts.

“O fato de a maioria já conhecer os Estados Unidos abre espaço para diversificação de destinos e novos produtos”, afirma.

O principal motivo de viagem continua sendo férias (68%), seguido por visita a familiares (15,2%), negócios (6,7%), conferências (5,9%) e educação (3%).

A executiva também destacou o impacto da chamada “Década do Esporte”, estratégia federal que envolve grandes eventos internacionais nos EUA, como a Fifa World Cup 2026 e os Jogos Olímpicos de 2028.

Em junho de 2025, as chegadas de visitantes do Brasil cresceram 20%, movimento associado à Copa do Mundo de Clubes da Fifa. O Brasil foi o mercado número um na compra de ingressos para o evento. Para este ano, as expectativas se mantém altas.

“A Copa do Mundo 2026 será um dos maiores impulsionadores de viagens da década”, afirma.

Em janeiro de 2026, o crescimento já foi de 4% nas chegadas brasileiras, cerca de cinco pontos percentuais acima da média global.

Vistos e planejamento antecipado

Com a aproximação da Copa do Mundo, a recomendação é planejamento antecipado para emissão de vistos. A expectativa é de aumento na demanda, embora a posse de ingresso não garanta a aprovação do visto.

“Planejar com antecedência será fundamental à medida que a Copa se aproxima”, destaca a profissional, que apresentou ao mercado o Fifa Pass, que dará prioridade aos viajantes que pretendem assistir aos jogos no país norte-americano. Contudo, reforça que atualmente as filas para o visto estão pequenas e que essa facilidade só estará disponível quando o mercado sentir necessidade.

Estratégia B2B

Segundo Emanuelle, o papel do Departamento de Comércio é apoiar destinos norte-americanos na construção de parcerias estratégicas no Brasil, oferecendo inteligência de mercado e dados que sustentem decisões comerciais.

“Nosso objetivo é trazer números que apoiem o trade e reforcem a confiança no mercado brasileiro”, concluiu.

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