O mercado brasileiro entrou no radar estratégico do Visit Salt Lake como uma das apostas para expansão internacional do destino. Anton Eckert, vice-presidente global de Trade e Turismo da entidade, destacou o potencial do Brasil e os planos para fortalecer a presença da cidade no país.
Segundo a executiva, a estratégia internacional do destino está diretamente ligada à conectividade aérea, fator considerado essencial para ampliar o fluxo de visitantes. “A nossa prioridade é aumentar o número de voos diretos para Salt Lake City. Ter uma ligação com o Brasil seria uma grande conquista para o destino”, afirma.
Embora ainda não seja um dos principais emissores, o Brasil já demonstra afinidade com produtos da região, especialmente o turismo de neve. “Os brasileiros já conhecem Park City e nossos resorts de esqui. Existe um interesse real, mas ainda há muito espaço para crescimento”, explica.
Atualmente, o principal mercado internacional de Salt Lake é o Canadá, responsável por cerca de 60% da demanda estrangeira. No total, a cidade recebeu aproximadamente 13 milhões de visitantes no último ano, sendo cerca de 500 mil internacionais, número que evidencia o potencial de expansão global.
Para Anton, o trabalho de posicionamento internacional ainda está em fase inicial. “Salt Lake não tinha presença internacional até recentemente. Agora estamos construindo essa estratégia e avaliando a abertura de representação no Brasil no futuro”, diz.
Destino de quatro estações
Conhecida globalmente pelo inverno e pelas montanhas, Salt Lake City vem reforçando seu posicionamento como destino de quatro estações. Durante o verão, atividades ao ar livre como trilhas, ciclismo e experiências em meio à natureza ganham destaque.
“É um destino muito voltado ao estilo de vida outdoor, com forte presença de atletas e até olímpicos que treinam na região por conta da altitude”, comenta Anton.
Além disso, a cidade oferece uma combinação de atrativos urbanos, incluindo gastronomia, vida noturna, cultura e opções para famílias, ampliando o leque de experiências disponíveis ao visitante.
Outro diferencial competitivo é a localização estratégica. Salt Lake City funciona como porta de entrada para alguns dos principais parques nacionais dos Estados Unidos, como Yellowstone e Grand Teton, além dos chamados “Mighty Five”, no estado de Utah.
“Recomendamos que o visitante fique dois ou três dias na cidade e depois explore a região. O aeroporto está a apenas 10 minutos do centro, o que facilita muito a logística”, destaca.
Expansão hoteleira e novos projetos
A cidade também passa por um ciclo de expansão na hotelaria, com cerca de 20 mil quartos disponíveis e novas aberturas recentes, incluindo empreendimentos de grandes redes internacionais.
Entre os destaques está um hotel instalado em uma antiga estação de trem revitalizada, além de novos projetos ligados ao desenvolvimento de um distrito de entretenimento próximo ao Delta Center, com conclusão prevista para 2030.
Grandes eventos no horizonte
Salt Lake City também se prepara para sediar novamente os Jogos Olímpicos de Inverno, em 2034, evento que deve impulsionar a visibilidade internacional do destino.
“O fato de reutilizarmos estruturas existentes torna o projeto mais sustentável e eficiente, além de reforçar nossa tradição no turismo esportivo”, afirma Eckert.
Construção de mercado

Para a executiva, o crescimento no Brasil dependerá de um trabalho consistente de educação e promoção junto ao trade. Para isso, o destino conta com a representação da CWW no Brasil. “Primeiro, precisamos apresentar o destino, treinar o mercado e construir awareness. Depois, avançamos para ações de marketing e relacionamento”, explica.
Anton reforça ainda que Salt Lake City não compete diretamente com destinos tradicionais dos brasileiros nos Estados Unidos, mas surge como uma extensão da viagem.
“Sabemos que muitos começam por Flórida ou Nova York. Nosso convite é: venha para o Oeste e descubra Salt Lake. É um destino que surpreende”, conclui.

