O Brasilturis Jornal carrega mais de 45 anos de história. Uma trajetória construída dia após dia por jornalistas que escolheram dedicar suas vidas à informação de qualidade, às conexões humanas e ao desenvolvimento de um setor que se move, essencialmente, por histórias. Cada cobertura, cada entrevista e cada viagem representam capítulos de um compromisso contínuo com a verdade e com a relevância para leitores e profissionais do Turismo.
É no ritmo intenso da rotina, entre eventos, aeroportos e redações, que o olhar jornalístico se revela. Um olhar treinado para identificar o que realmente importa, para traduzir o factual em conteúdo útil e para conectar diferentes públicos por meio de narrativas que informam, inspiram e orientam. Mais do que relatar acontecimentos, há uma responsabilidade silenciosa de interpretar o mercado e dar sentido às transformações que impactam toda a cadeia do Turismo.
Por trás de cada texto publicado, existe uma escolha. A escolha por uma formação que exige rigor, ética e sensibilidade. A escolha por uma profissão que, muitas vezes, demanda renúncias. São jornadas que começam antes do amanhecer ou avançam madrugada adentro, datas importantes que ficam em segundo plano e um comprometimento constante com a entrega. Há, sobretudo, um senso de propósito que sustenta cada linha escrita e cada imagem capturada.
Hoje, a redação do Brasilturis é formada por profissionais que equilibram essa dedicação com a realização de sonhos. Jornalistas que, ao mesmo tempo em que informam, também vivenciam o Turismo em sua essência, explorando destinos, conhecendo culturas, experimentando sabores e ampliando suas próprias perspectivas. E é justamente essa vivência que enriquece o conteúdo e fortalece a conexão com quem acompanha o jornal.
Neste 7 de abril, Dia do Jornalista, o convite é para ir além da notícia. Reunimos, a seguir, relatos e experiências que mostram como o Turismo transforma não apenas destinos, mas também quem tem a missão de contá-los. Porque trabalhar com Turismo é, inevitavelmente, trabalhar com sonhos, com descobertas e com a construção contínua de novos caminhos.
Confira, a seguir, as histórias de quem vive o jornalismo todos os dias.
Felipe Lima, Chefe de Redação

“Se me contassem para o meu eu de 9 anos onde chegaria, não acreditaria. O Brasilturis, onde atuo desde 2018 (apesar de hiato de dois anos), abriu portas para viagens e experiências que ficaram registradas em fotos e na memória. Ao todo, foram inúmeros embarques e desembarques pelo Brasil e pelo mundo, totalizando mais de 20 países no currículo, que me auxiliaram em um processo de conhecimento e autoconhecimento.
Dentre as principais experiências – das quais eu facilmente incluo meu primeiro cruzeiro na inauguração do MSC Euribia a partir de Amsterdã, nos Países Baixos e roteiros recentes para Israel, Canadá e Golfo Arábico -, uma das mais marcantes é a viagem para a Angola.
Durante mais de uma semana, tive a oportunidade de conhecer quatro províncias extraordinárias do país africano: Luanda, Malanje, Namibe e Huíla. Lá, tive um contato com um país quase que irmão do Brasil, que me despertou interesse pelo o que é hospitalidade. Ao conhecer diferentes cidades, vi inúmeros sorrisos e senti um bem-receber inigualável. É um país que ainda lida com percalços de anos de guerra e que, em 2025, celebrou somente 50 anos de sua independência. Hoje, passos largos para o futuro e para a evolução, mas não para apagar a história, mas para celebrar um amanhã melhor.
A natureza, por sua vez, se mostrou gigante e imponente, como uma obra de arte natural resultante do tempo, com locais que encantam e envolvem em um abraço terno do que é o meio ambiente. São locais como a Fenda de Tundavala, as Pedras Negras de Pungo Andongo e as Quedas de Calandula que reforçam a grandiosidade de um destino completo e que merecem cada vez mais atenção dos viajantes.”
Kamilla Alves, Gestora Web

“Para falar sobre minhas experiências de viagens eu preciso pedir licença à versão jornalista da Kamilla Alves, aquela que escreve sobre destinos e vivências. Provavelmente a versão que deve surgir na mente de quem lembra de mim. Se me permitem, gostaria que o lado pessoal dessa mesma Kamilla falasse, uma versão que eu costumo guardar para mim – apesar dela se expressar no brilho dos olhos e na emoção que as vezes transborda ao viver algo, até então, inimaginável.
Isso porque quando penso em memórias significativas adquiridas durante viagens vestindo a camisa do Brasilturis, penso também em quanto sou impactada com tais vivências. Umas das lembranças mais relevantes são da minha primeira viagem internacional, para Lisboa, a convite da Tap Air Portugal. Tudo era novidade, mas o que mais me marcou foi a sensação de que posso, sim, sonhar e realizar muito mais do que sempre imaginei. Além das fotografias, ainda guardo daquela viagem os aromas, sabores, endereços decorados e até mesmo embalagens de doces que quero ter a chance de provar novamente.
Ainda nessa perspectiva de primeira vez, não tenho como deixar de lado a minha primeira visita ao Universal Orlando Resort. Entrou na programação de um famtour como um passeio de Dia das Crianças e me proporcionou adrenalina, diversão e lágrimas de emoção. Além do simbolismo da data, conversou com aquilo que eu senti em Lisboa: mais uma porta se abrindo para que eu entenda que o mundo é grande demais e vale a pena ser vivido.
No meu mundo, atravessar oceanos, seja de navio ou avião, passou a ser possível por meio do Jornalismo e isso destravou algo em mim. Não que eu almeje ser o Rei dos Piratas, tal qual Monkey D. Luffy, personagem do anime One Piece, mas sei que ainda há muitos lugares para conhecer. Onde posso viver aventuras incríveis e posteriormente contar aqui.”
Matheus Alves, repórter

“Tendo se emocionado no Balé Folclórico de Salvador (BA) e se surpreendido pela remota e paradisíaca península de Galinhos (RN), é até difícil escolher entre tantas viagens memoráveis que tive oportunidade de conhecer nesses três anos como jornalista do mercado de Turismo. Uma delas foi especialmente marcante pelo contraste entre expectativa e realidade: as Montanhas Capixabas.
Entre outros motivos, escolhi a profissão por uma insaciável curiosidade sobre o mundo. Mesmo assim, nunca imaginei que uma viagem para um estado tão pouco conhecido por brasileiros, até mesmo para um sudestino como eu, fosse me surpreender tanto. Desde paisagens de tirar o fôlego, hospedagens charmosas e experiências promovidas por pequenos produtores, as terras capixabas escondem tesouros capazes de alimentar meu apetite pelo desconhecido.
Na ocasião, tive a oportunidade de conhecer e divulgar uma variedade de atrativos turísticos escondidos e experiências imersivas em cafezais. Como alguém que nunca gostou muito do sabor da bebida, voltei para São Paulo como um entusiasta de cafés especiais. Além de abrir o leque de aromas e sabores, me encontrei imensamente interessado pela cultura do café, a complexidade das técnicas de produção, bem como pela história das famílias de imigrantes que ali se instalaram séculos antes.
Se o jornalismo existe para ampliar horizontes, foi nas Montanhas Capixabas que lembrei, na prática, que ainda há muito a descobrir — e, principalmente, a contar.”
Maurício Herschander, repórter

“Entre os meses de fevereiro e março deste ano, quando o inverno europeu já começava a dar trégua, realizei com a Costa Cruzeiros um roteiro pelo Mar Mediterrâneo. À bordo do moderníssimo Costa Toscana, o navio mais novo da companhia, numa só viagem passei por destinos na França, na Espanha e, claro, na Itália, quintal de casa da armadora.
Entre tantas viagens que minha profissão me deu a oportunidade de realizar, é difícil escolher uma preferida. Talvez o fato de estar mais fresco em minha memória tenha influenciado sua posição de destaque no meu ranking pessoal, mas é difícil não mencioná-la.
É difícil não mencioná-la porque minha escolha também passou pelo crivo do Maurício, que, antes mesmo de sonhar em prestar um vestibular para jornalismo, viajava junto com o professor durante as aulas de história do colégio. Aquele pirralho que se imaginava visitando os resquícios romanos na Europa, ou os cenários da famosa Revolução Francesa, não sabia que a própria profissão o faria realizar, como se nada fosse, alguns de seus maiores sonhos. Por isso digo que essa viagem me proporcionou reencontros — e com duas pessoas; uma com aquele garoto, e outra ainda mais real.
Durante meus dois dias em Roma, já na reta final do roteiro, recebi na Cidade Eterna a visita da minha irmã mais velha, que mora no exterior e raramente consigo ver. Pude passar horas e horas ao lado dela perambulando por lugares como o Vaticano, às margens do Rio Tibre, o Castelo de Sant’Angelo, o Panteão, e, claro, o Coliseu. Foi uma viagem a trabalho, é verdade, mas com ela realizei sonhos e revi pessoas que já há bastante tempo queria rever. Agradeço ao jornalismo por isso e pelo que ainda vem.”
Rafael Destro, repórter

“Um lugar rico e ainda pouco visitado pelos brasileiros, que carrega história em cada raiz de sua flora e abriga uma fauna extremamente diversa. O Amazonas é um território vasto que, muitas vezes desconhecido, guarda inúmeras histórias e povos para contá-las aos turistas que por lá aparecerem.
Desde o centro de Manaus, que já possui marcos históricos e monumentos emblemáticos, como o Teatro Amazonas, mas é onde os rios se encontram que surgem as experiências mais impactantes, principalmente para quem está distante de realidades que sequer imaginamos nos grandes centros urbanos.
A aldeia dos Tatuyo ainda mantém tradições indígenas enraizadas. O cacique Piño Tatuyo apresenta a história de seu povo e, por meio das danças, mostra aos visitantes como eram os costumes vividos pelos integrantes da tribo. Hoje, além da narrativa, as artesãs produzem souvenirs e realizam pinturas corporais nos turistas. Esse desenvolvimento proporcionou melhorias nas estruturas da aldeia e até wi-fi que eles possuem hoje em dia.
Mas o verdadeiro romantismo do turismo se revela na Aldeia do Tumbira. Ali, é possível perceber com clareza a transformação provocada pela chegada dos visitantes. Com o Turismo de Base Comunitária, a rotina dos cerca de 140 moradores, que vivem às margens do rio, foi completamente ressignificada.
Antes, a comunidade dependia da derrubada da mata, eram madeireiros que precisavam da floresta no chão para garantir o sustento. Hoje, com o turismo, surgiram novas possibilidades: motoristas de barco, guias, proprietários de pequenas pousadas e artesãos.
A Floresta Amazônica continua sendo essencial para a sobrevivência da comunidade, mas sob uma nova ótica. Agora, ela precisa estar em pé e preservada, para que os visitantes possam sentir a grandiosidade do ‘pulmão do mundo’.”

