O estado de Goiás apresentou, nesta terça-feira (7), em Goiânia, as diretrizes do Plano Brasis voltadas à promoção internacional do destino. A iniciativa, conduzida pela Embratur em parceria com o Sebrae Goiás e o Governo do Estado, tem como objetivo estruturar a presença do território no mercado global, destacando atributos ligados à natureza, cultura e experiências autênticas associadas ao bioma Cerrado.
Considerado um dos principais patrimônios naturais do país, o Cerrado reúne características que ampliam o potencial turístico do estado, com trilhas, rios de águas transparentes e biodiversidade diversificada. O plano utiliza essas referências como base para posicionar Goiás como destino competitivo no cenário internacional, com foco em experiências sensoriais e contato com a natureza.
Elaborado de forma colaborativa, o documento reúne análises de mercado e estratégias de promoção voltadas à inserção dos destinos goianos nas principais vitrines do turismo internacional. A proposta prevê ampliar o número de visitantes estrangeiros, aumentar o tempo de permanência no estado e estimular a geração de renda por meio de um modelo de desenvolvimento turístico alinhado à sustentabilidade e à cooperação entre setor público e iniciativa privada.
O lançamento ocorre em um momento de crescimento nos indicadores de demanda internacional. Entre janeiro e março deste ano, foram emitidos cerca de 6.516 bilhetes aéreos internacionais com destino a Goiás, volume 10,16% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Para o diretor de Marketing, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, Bruno Reis, o avanço da presença internacional depende de planejamento estratégico e atuação conjunta entre diferentes agentes do setor.
“Goiás ainda não está plenamente inserido no mapa internacional do turismo, não por falta de potencial, mas porque não vinha sendo promovido de forma estruturada no exterior. O Plano Brasis nasce justamente para mudar esse cenário, trazendo mais integração e apostando na diversificação dos produtos turísticos brasileiros no mercado internacional”, disse.
Segundo o executivo, o crescimento do turismo internacional gera impactos diretos na economia regional. “O turismo internacional tem impacto direto na economia. O visitante estrangeiro tende a permanecer mais tempo no destino, gastar com mais qualidade e gerar efeitos positivos nas comunidades locais. Esse movimento contribui para qualificar o setor, elevar o padrão dos serviços e ampliar a geração de emprego e renda”, aponta Bruno Reis.
Integração entre inovação, pequenos negócios e políticas públicas orienta estratégia de promoção
Para a coordenadora de Comércio, Serviços e Economias de Futuro do Sebrae Nacional, Ana Clévia Guerreiro, o plano representa um avanço na organização da promoção turística do país em âmbito internacional. “O plano posiciona o país de forma estratégica no mercado internacional, com um objetivo que nos conecta em torno de um futuro comum. Ao mesmo tempo, reconhece e valoriza as vantagens competitivas de cada unidade da federação, permitindo que estados como Goiás assumam um papel protagonista nesse movimento”, afirmou.
A executiva também destacou a importância do fator humano na construção de experiências turísticas competitivas. “O turismo é feito por pessoas e para pessoas, e isso precisa estar no centro de qualquer estratégia. Ele é experiência, é identidade, é o encontro entre cultura, território e inovação. Goiás demonstra isso ao integrar suas riquezas naturais, o artesanato e iniciativas inovadoras, como o trabalho com startups voltadas ao setor”, completou Ana Clévia Guerreiro.
O fortalecimento de pequenos negócios aparece como um dos eixos centrais da estratégia, conforme explicou o diretor técnico do Sebrae Goiás, Marcelo Lessa. “O turismo tem um efeito direto e multiplicador na economia local, movimentando uma cadeia que envolve hotelaria, gastronomia, comércio e serviços, e gerando oportunidades concretas nos municípios. Ao mesmo tempo, é fundamental que esse crescimento aconteça com segurança e qualidade, especialmente para atrair o turista internacional.”
A diretora de Fomento ao Turismo da Goiás Turismo, Daniella Barbosa, destacou o papel do planejamento estratégico na definição de mercados prioritários. “O Plano Brasis é uma ferramenta estratégica que nos permite identificar com mais precisão quais são os países emissores prioritários, o que contribui diretamente para a construção de políticas públicas mais eficazes”, concluiu.
Destinos naturais e turismo de negócios integram portfólio promocional do estado
O documento evidencia o potencial de Goiás como destino de natureza, cultura e vivências autênticas, com destaque para o Cerrado. Entre os principais atrativos estão a Chapada dos Veadeiros, reconhecida como Patrimônio Natural da Humanidade, o parque Terra Ronca, a cidade histórica de Pirenópolis, a região do Araguaia e o complexo hidrotermal de Caldas Novas, conhecido pelas águas termais.
A estratégia também inclui experiências em comunidades tradicionais, atividades de observação da fauna e da flora, turismo religioso e eventos culturais como parte da diversificação da oferta turística. A sustentabilidade aparece como princípio transversal, orientando práticas de gestão responsáveis e alinhadas às novas exigências do mercado internacional.
Além dos destinos de lazer, o plano identifica cidades como Goiânia, Anápolis e Rio Verde como polos relevantes para o turismo corporativo e de eventos. Essa segmentação amplia a competitividade do estado em diferentes nichos do setor e contribui para posicionar Goiás como destino multifacetado no cenário nacional e internacional.

