O espaço aéreo de São Paulo foi fechado na manhã desta quinta-feira (9) após o disparo de um alarme de incêndio na torre de controle do Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste. A medida levou controladores de voo a deixarem o local por volta das 9h.
A interrupção afetou as operações nos principais aeroportos do estado: Aeroporto de Congonhas, Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, Aeroporto Internacional de Viracopos e Aeroporto Executivo Catarina.
A operação começou a ser retomada por volta das 10h09, após mais de uma hora de paralisação. Mesmo com a reabertura parcial do espaço aéreo, pousos e decolagens ainda passam por processo de normalização, com atrasos registrados. No Aeroporto de Congonhas, ao menos 37 voos com embarque até 13h30 apresentavam atraso.
Durante a interrupção, aeronaves com destino à capital paulista retornaram aos aeroportos de origem ou foram desviadas. A maioria dos voos foi redirecionada para o Aeroporto Internacional do Galeão.
A administradora de Congonhas, Aena, informou que adotou medidas para mitigar os impactos e orientou passageiros a consultarem as companhias aéreas antes de se dirigirem ao aeroporto. “Mais informações sobre os motivos do ocorrido podem ser obtidas diretamente com a Força Aérea Brasileira, responsável pelo controle de tráfego aéreo no País”, disse a concessionária em nota.
Já a GRU Airport afirmou que a paralisação foi causada por uma interrupção no controle de tráfego aéreo na região de São Paulo (TMA-SP), sem relação direta com ocorrências no aeroporto. Segundo a administradora, a operação em Guarulhos foi parcialmente retomada às 10h24.
Sobre o caso, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou um comunicado. Confira na íntegra a seguir:
Nota Anac
Diante da situação registrada nos aeroportos de SP, a Agência Nacional de Aviação Civil acionou um conjunto de ações iniciais previstas no protocolo de pré-crise, com o objetivo de acompanhar os impactos da paralisação e a evolução do cenário.
Como a operação aparentemente já foi restabelecida, neste primeiro momento a Anac está concentrando as ações em duas frentes principais:
– levantamento das empresas aéreas e rotas afetadas;
– estimativa do potencial de passageiros impactados;
Além do acompanhamento, ao longo do dia, do desempenho operacional das empresas e dos aeroportos afetados, para avaliação de eventuais reflexos e efeitos em cascata na malha.
A depender da evolução da situação, a Agência avaliará a necessidade de outras medidas.

