A turnê de retorno de Céline Dion deve gerar entre 300 milhões e 500 milhões de euros para o turismo de Paris, segundo estimativas da Choose Paris Region. Ao todo, estão previstos 16 shows entre setembro e outubro na La Défense Arena.
De acordo com Alexandra Dublanche, presidente da entidade, o impacto inclui receitas com ingressos, hospedagem, alimentação e compras, com destaque para o gasto de visitantes internacionais. Dados de mercado já indicam aumento na demanda: a rede Adagio registrou crescimento de 400% nas reservas em hotéis da região de La Défense, enquanto a Booking.com aponta alta de 49% nas buscas por “Paris” conforme as datas dos shows se aproximam.
Didier Arino, CEO da Protourisme, afirmou à AFP que a turnê ocorre em um momento de queda na ocupação hoteleira da capital, influenciada pelo cenário internacional. “This will be good for Paris because the capital is currently experiencing a drop in hotel occupancy rates”, disse.
A artista retorna aos palcos após um hiato de seis anos, motivado pelo diagnóstico da síndrome da pessoa rígida, condição neurológica rara que causa espasmos musculares.
Analistas do setor indicam que o impacto econômico pode ser ainda maior. Vanguelis Panayotis, da MKG, afirmou que os efeitos indiretos, incluindo transporte, logística e despesas associadas às equipes e aos fãs, podem elevar o impacto total para até €1,2 bilhão.
Casos recentes reforçam esse comportamento. A turnê The Eras Tour, de Taylor Swift, gerou entre 150 milhões e 180 milhões de euros para a economia parisiense em 2024. Já apresentações anunciadas do BTS no Stade de France provocaram aumento de 590% nas buscas por hotéis, segundo o Hotels.com.
Além de Céline Dion, a agenda de shows em Paris em 2026 inclui artistas como Bad Bunny, Raye e o grupo Wu-Tang Clan, com apresentações previstas em arenas da cidade.

