Fernando de Noronha passa a contar, a partir desta sexta-feira (15), com a primeira etapa do novo terminal de passageiros do aeroporto local. A obra, conduzida pela Dix Aeroportos, empresa do Grupo Agemar, foi entregue com sete meses de antecedência em relação ao cronograma original.
O empreendimento recebeu investimento total de R$ 63 milhões e marca uma nova fase da infraestrutura aeroportuária do arquipélago, um dos principais destinos turísticos do Brasil.
A inauguração oficial será realizada pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, e pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Monteiro, em cerimônia marcada para as 17h no salão de desembarque do aeroporto.
Nesta primeira etapa, entram em operação as novas áreas de embarque e desembarque, o saguão principal e os espaços comerciais destinados aos lojistas.
Com a ampliação, a área total do terminal passou de 1.050 m² para 3 mil m², permitindo aumento na capacidade operacional e expansão dos espaços voltados ao atendimento de passageiros.
Atualmente, o aeroporto de Fernando de Noronha movimenta cerca de 330 mil passageiros por ano, principalmente em voos diretos partindo de Recife e São Paulo.
Segunda fase prevê Sala VIP e áreas administrativas
A segunda etapa da modernização tem conclusão prevista para setembro deste ano e inclui a entrega das áreas administrativas e de uma Sala VIP.
O lounge receberá investimento adicional de R$ 4 milhões da Ambaar, empresa especializada em salas VIP aeroportuárias.
Segundo Manoel Ferreira, diretor da Dix Aeroportos, a antecipação da entrega permitirá que o terminal esteja plenamente preparado para o aumento do fluxo turístico esperado na alta temporada do segundo semestre de 2026.
“Estamos entregando um equipamento moderno, que eleva o nível de conforto e segurança, respeitando as particularidades de um ecossistema tão sensível quanto o de Noronha”, afirmou.

Projeto aposta em sustentabilidade e integração ambiental
O novo terminal foi desenvolvido com foco em sustentabilidade e preservação ambiental, alinhado às características ecológicas do arquipélago.
O projeto contempla sistemas de reuso de água, utilização de matriz de energia limpa e adoção de materiais leves e de fácil instalação, reduzindo geração de resíduos durante as obras.
Além disso, a proposta arquitetônica priorizou integração paisagística com o cenário natural da ilha e soluções voltadas ao conforto térmico.





