Marrakesh (Marrocos) – A primeira Missão Comercial Internacional da Braztoa ao Marrocos ainda nem havia chegado ao fim e entidade já avaliava a realização de uma segunda edição em 2027. A possibilidade foi revelada por Marina Figueiredo, presidente executiva da associação, durante conversa com jornalistas ao final da rodada de negócios realizada nesta sexta-feira (19), em Marrakesh.
“Ainda vamos fazer a pesquisa formal pós-missão, mas o que percebemos conversando com os operadores é que todos estão muito felizes com a oportunidade. Muitos não conheciam o destino e estão enxergando oportunidades reais de negócio. O nosso feeling até agora é de que foi uma ação super positiva”, afirma Marina.
A missão reuniu representantes de 20 operadoras brasileiras em uma programação que combinou visitas técnicas, experiências culturais e encontros comerciais com cerca de 60 fornecedores marroquinos, entre hotéis, DMCs, empresas de experiências turísticas e representantes da gastronomia local.
“O que vale para nós é ver uma sala cheia e os negócios acontecendo. Já tinha muitos sentados conversando e trocando contatos antes mesmo do início oficial da rodada. Isso demonstra o interesse do empresariado marroquino em trabalhar com o mercado brasileiro e enxergar os operadores como ponte para chegar ao consumidor do Brasil”, destaca.
Novas regiões
Embora a programação desta primeira edição tenha sido concentrada em Marrakesh, principal destino turístico do país, a Braztoa já discute a possibilidade de direcionar futuras ações para outras regiões do Marrocos.
“Nem terminou a missão e já estamos falando sobre fazer outra. A ideia seria justamente levar os operadores para uma nova região. Marrakesh já começa a se consolidar, então podemos pensar em jogar luz sobre outros destinos do país”, explica Marina.
A executiva observa que, durante os encontros realizados ao longo da viagem, diversos operadores demonstraram interesse em ampliar roteiros pelo Marrocos, indo além da tradicional passagem por Marrakesh.
“Vários operadores estavam falando de produtos de dez dias pelo país, incluindo outras regiões. Não existe um olhar limitado a Marrakesh. Pelo contrário, há vontade de explorar mais o destino”, comenta.
Entre os destinos que podem ganhar espaço futuramente estão cidades como Casablanca, Rabat, Tanger, e Fez, frequentemente apontada por especialistas do setor como uma das localidades que preservam de forma mais intensa a cultura e as tradições marroquinas.

Expansão aérea
Outro fator que reforça o otimismo da entidade em relação ao mercado marroquino é a ampliação da conectividade aérea entre Brasil e Marrocos.
Atualmente, a Royal Air Maroc opera voos diretos entre São Paulo e Casablanca. A frequência, que era de três voos semanais no fim de 2024, passou para quatro operações semanais e deverá alcançar cinco frequências até novembro deste ano.
Além disso, a companhia prevê inaugurar uma rota direta entre Rio de Janeiro e Casablanca no início de 2027.
Para Marina, a expansão da malha aérea oferece previsibilidade e segurança para que os operadores invistam no desenvolvimento de produtos voltados ao destino.
“O operador precisa enxergar continuidade. Quando vê que existem planos de ampliação dos voos e investimentos de longo prazo, ele se sente mais seguro para trabalhar o destino e desenvolver produtos”, avalia.
A executiva também destaca o potencial da política de stopover oferecida pela Royal Air Maroc, que permite ao viajante permanecer até sete dias no Marrocos sem custos adicionais na tarifa aérea.
“Acho que isso abre uma oportunidade muito grande para o brasileiro que está indo para Europa, especialmente para Portugal, Espanha ou França. Ele pode incluir o Marrocos no roteiro e descobrir um destino que muitas vezes nem estava no radar”, afirma.
Trabalho de longo prazo
Para a Braztoa, a Missão Comercial Internacional no Marrocos representa apenas o início de um processo mais amplo de aproximação entre o trade brasileiro e o destino africano.
“O produto está estruturado, preparado e conversa muito com aquilo que o brasileiro procura hoje em termos de experiência de viagem. Agora é continuar o trabalho e dar sequência às ações para que o destino siga crescendo no mercado brasileiro”, conclui Marina.









