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Cadastur passa a exigir declaração de raça, etnia e gênero para fortalecer políticas públicas

Atualização cadastral será obrigatória para profissionais e empresas do turismo; Ministério promove webinar sobre a medida em 30 de junho

Rafael Destro
Rafael Destro
Redator - E-mail: Rafael@brasilturis.com.br

O Ministério do Turismo tornou obrigatório o preenchimento dos campos de raça, etnia e gênero no cadastro de profissionais e empresas registrados no Cadastur, sistema oficial que dá acesso a programas, incentivos e políticas públicas para o setor. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre o perfil dos participantes da atividade turística e subsidiar a elaboração de ações voltadas à inclusão, ao fortalecimento do afroturismo e à redução das desigualdades.

Para apresentar a medida e orientar os profissionais sobre as mudanças, o ministério promoverá, no dia 30 de junho, o webinar “Rotas Negras em Ação: Cadastur, Formalização e Oportunidades para Afroempreendedores do Turismo”, realizado em parceria com a Associação Brasileira de Afroturismo (Abrafo).

Segundo o Ministério do Turismo, a inclusão das novas informações permitirá a construção de um banco de dados mais completo, capaz de orientar projetos de capacitação, iniciativas de desenvolvimento e políticas públicas direcionadas aos diferentes perfis que atuam na cadeia turística brasileira.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou que a atualização representa um avanço na construção de um setor mais inclusivo. “Esse mapeamento vai orientar nossas políticas públicas, reduzir desigualdades e capacitar quem realmente faz o setor pulsar. Além disso, ao formalizar e valorizar o turismo de base comunitária e afrocentrada, elevamos a competitividade do Brasil no cenário internacional. Estamos transformando a rica pluralidade da nossa gente em motor de desenvolvimento, emprego e renda para todo o país”, afirmou.

Além de garantir acesso a políticas públicas, o registro no Cadastur permite que guias de turismo, agências de viagens, meios de hospedagem e organizadores de eventos tenham acesso a programas de qualificação e linhas de financiamento. Entre elas está o Fundo Geral de Turismo (Fungetur), que disponibiliza mais de R$ 1 bilhão em crédito para o setor em 2026.

De acordo com o ministério, o mapeamento também contribuirá para fortalecer empreendimentos ligados ao turismo de base comunitária, à valorização da cultura negra e aos territórios tradicionais, ampliando a competitividade desses produtos diante da crescente demanda por experiências autênticas e sustentáveis.

Como parte da iniciativa, o webinar do dia 30 de junho, das 14h30 às 17h, reunirá representantes do poder público e empreendedores para esclarecer dúvidas sobre formalização, apresentar oportunidades de acesso às políticas públicas e discutir o desenvolvimento de rotas turísticas integradas voltadas ao afroturismo. Link da inscrição. 

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