A representação da África do Sul no Brasil inicia uma nova fase. A Business Factory passa a responder oficialmente pelas ações da South African Tourism (SAT) no mercado brasileiro com uma estratégia que vai além da promoção institucional do destino. O foco agora é combinar inteligência de mercado, relacionamento com o trade e segmentação de públicos para ampliar o número de brasileiros que escolhem o país africano como destino de viagem.
Depois de realizar um projeto pontual em 2025, quando organizou a missão brasileira para a Africa’s Travel Indaba, a agência conquistou a concorrência para assumir a representação permanente da SAT no País. A nova estrutura prevê atuação junto a operadoras, agências de viagens, companhias aéreas, associações e órgãos governamentais, fortalecendo a comercialização do destino.
Segundo Thais Medina, CEO e fundadora da Business Factory, a missão agora é transformar o conhecimento acumulado pelo mercado em vendas mais consistentes. “A gente quer trazer inteligência para o mercado brasileiro e entender exatamente quais são as necessidades das operadoras e das agências de viagens. Só depois dessa escuta vamos validar o nosso plano estratégico junto à South African Tourism. O objetivo é claro: gerar um fluxo cada vez maior de visitantes brasileiros para a África do Sul”, afirma.
Time com expertise
Para colocar esse plano em prática, a Business Factory montou uma equipe que combina experiência no turismo emissivo e conhecimento em marketing e comunicação. A operação será liderada por Kelly Leão, responsável pela gestão da conta, enquanto Vinicius Manfredini ficará à frente do relacionamento com o trade e do desenvolvimento das estratégias de mercado.
Com mais de duas décadas de atuação no turismo, Kelly Leão construiu sua carreira em algumas das principais operadoras do País. Durante 13 anos esteve na Nascimento Turismo, onde liderou o departamento de Marketing e desenvolveu campanhas cooperadas com destinos internacionais, companhias aéreas e redes hoteleiras. Em seguida, assumiu a gerência de Marketing da New Age Tour Operator, ampliando sua experiência na construção de ações voltadas ao fortalecimento de destinos junto ao mercado brasileiro.
Depois dessa trajetória nas operadoras, Kelly passou a atuar em uma agência especializada em marketing digital para o turismo, atendendo clientes como Visual Turismo, Decameron, Casa Grande Hotel, entre outros. A experiência permitiu unir sua bagagem comercial ao universo digital, combinação que agora será aplicada na promoção da África do Sul.
“Hoje o viajante chega muito mais preparado. Muitas vezes ele já pesquisou sobre o destino antes mesmo de procurar um agente de viagens. Isso faz com que nosso trabalho seja estar vários passos à frente, oferecendo informação, capacitação e ferramentas para que o trade consiga agregar valor durante a venda”, afirma.
Kelly lembra ainda que a África do Sul não é um destino novo em sua trajetória. Ainda na época das operadoras, participou da elaboração de campanhas promocionais para o país, além de ações para mercados como Peru e México, experiência que considera importante para acelerar o início da nova representação.

Ao lado de Kelly estará Vinicius Manfredini, profissional que acumula mais de 15 anos de experiência em marketing digital, planejamento estratégico e produção de conteúdo. Há dois anos na Business Factory, participou da condução de projetos para destinos como Visite São Paulo e Campos do Jordão, desenvolvendo ações que combinaram comunicação, posicionamento de marca e relacionamento com diferentes públicos.
Na representação da South African Tourism, Vinicius será responsável pelo contato direto com operadoras, agentes de viagens e parceiros comerciais, além de desenvolver estratégias voltadas à segmentação do mercado.
Segundo ele, a proposta é ampliar o alcance da promoção da África do Sul, indo além do relacionamento tradicional com o trade. A ideia inclui ações voltadas para segmentos como enoturismo, aventura, gastronomia, natureza e luxo, aproximando a África do Sul de públicos que já demonstram interesse por experiências semelhantes.
“Queremos continuar fortalecendo o trabalho com operadoras e agências, mas também identificar comunidades e nichos específicos que tenham afinidade com o destino. Quando entendemos melhor cada perfil de viajante, conseguimos desenvolver campanhas muito mais assertivas”, destaca.
“A gente sabe que existem públicos extremamente qualificados que ainda não conversam diretamente com o destino. Quando pensamos em vinho, por exemplo, não estamos falando apenas de sommeliers, mas também de consumidores apaixonados pelo tema, empresários e pessoas com alto potencial de consumo. Esse olhar segmentado amplia muito as possibilidades de promoção”, complementa Thais.
Para facilitar esse contato, a agência criou um canal exclusivo para atender o mercado brasileiro: southafrica@businessfactory.com.br.
Fácil conectividade aérea
Embora São Paulo continue concentrando boa parte das vendas internacionais, a Business Factory vê grande potencial de crescimento em outras regiões brasileiras. Por isso, mercados como Nordeste, Centro-Oeste e cidades fora dos grandes centros ainda apresentam enorme espaço para expansão, especialmente por meio da capacitação dos agentes de viagens, segundo Kadu Lucas, gerente de marketing, da South African Airways (SAA), importante parceiro da agência nesse novo momento de promoção do destino.
“O Brasil é muito grande. Ainda existe um enorme potencial em regiões que precisam conhecer melhor o destino. Esse trabalho passa necessariamente por treinamento e relacionamento próximo com os agentes”, afirma o executivo.
Apesar da evolução dos canais digitais e do crescimento das pesquisas feitas diretamente pelos consumidores, a África do Sul continua sendo um destino fortemente comercializado por intermédio do trade turístico.

Segundo o representante da SAA no Brasil, aproximadamente 80% das vendas da companhia são realizadas por operadores e agências de viagens, um índice que reforça a importância de investir na capacitação e no relacionamento com esses profissionais.
Para Thais, esse cenário valida a estratégia adotada pela Business Factory desde o início da representação da South African Tourism. “Nosso papel é criar ferramentas para que operadores e agentes estejam cada vez mais preparados para vender a África do Sul. Quando o trade conhece profundamente o destino e entende os diferentes perfis de viajantes, o resultado aparece naturalmente nas vendas”, destaca.
Outro fator que reforça o momento positivo da África do Sul é a recuperação da conectividade aérea entre os dois países. Ainda segundo Lucas, a retomada dos voos diretos recolocou o destino em posição competitiva no mercado brasileiro. Atualmente, a companhia opera quatro frequências semanais entre São Paulo e a África do Sul, sendo dois voos para Cidade do Cabo e dois para Joanesburgo, utilizando aeronaves Airbus A330-300 com capacidade para 249 passageiros.
“O grande desafio durante a pandemia era a falta de conectividade. Hoje essa realidade mudou. O brasileiro voltou a ter acesso direto ao destino e isso naturalmente estimula a demanda”, afirma.
Segundo ele, a África do Sul reúne atributos capazes de atender diferentes perfis de viajantes. “A África do Sul é um destino democrático. Tem safári, vinhos, gastronomia, aventura, praias, cultura e excelente infraestrutura. O que falta é o brasileiro descobrir tudo isso”, reforça.
Novo ciclo e impactos conhecidos
O planejamento definitivo para os próximos meses ainda está em desenvolvimento. Contudo, a expectativa já é construção de um trabalho de longo prazo baseado na proximidade com o mercado. A proposta inclui treinamentos, ações cooperadas, relacionamento contínuo com operadoras e desenvolvimento de novas oportunidades comerciais.
“Mais do que promover um destino, queremos construir um relacionamento permanente com o trade brasileiro. Quando entendemos as necessidades do mercado e conseguimos conectar isso às experiências que a África do Sul oferece, o crescimento acontece de forma consistente”, conclui Thais.







