A Meliá Hotels International anunciou que encerrará todas as suas operações de gestão e marketing hoteleiro em Cuba a partir da próxima sexta-feira (24). A decisão ocorre em meio às dificuldades provocadas pelas sanções impostas pelos Estados Unidos ao país caribenho e representa a saída definitiva da companhia do mercado cubano.
Em comunicado, a rede espanhola informou que a medida “responde às persistentes dificuldades operacionais, legais, económicas e financeiras que têm vindo a afetar o ambiente do país” em decorrência do embargo norte-americano, situação que, segundo a empresa, “impedem a garantia de condições mínimas de estabilidade para o desenvolvimento da atividade”.
A decisão ocorre pouco mais de um mês após a Meliá deixar a gestão de 15 dos 34 hotéis que operava em Cuba, também em consequência das sanções aplicadas ao Grupo Gaviota, ligado ao governo cubano.
A companhia comunicou a decisão à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), informando que sua subsidiária portuguesa, Ilha Bela – Gestão e Turismo Unipessoal Lda, sediada no Funchal, encerrará oficialmente as operações no país em 24 de julho.
Além da administração dos empreendimentos, a suspensão das atividades também envolve o uso das marcas da rede, a recepção de turistas e toda a cadeia de abastecimento relacionada aos hotéis operados pela empresa em Cuba.
A Meliá informou ainda que avalia os impactos financeiros decorrentes da decisão, incluindo uma possível revisão do valor contábil de seus ativos vinculados às operações no país.
Segundo o portal espanhol Hosteltur, a companhia afirmou que está trabalhando no sentido de “garantir uma transição ordenada e responsável, minimizando ao máximo o impacto sobre as diversas partes interessadas ligadas à operação, incluindo funcionários, clientes, fornecedores e parceiros locais, mantendo uma comunicação transparente com todos eles em todos os momentos, e também está, de acordo com o princípio da prudência, avaliando os impactos financeiros desta decisão”.
A saída da rede acontece após o governo dos Estados Unidos ampliar as sanções contra o setor turístico cubano. Neste mês, uma ordem executiva norte-americana incluiu restrições ao Ministério do Turismo de Cuba, controlador dos grupos hoteleiros estatais Cubanacán, Gran Caribe e Islazul, aumentando a pressão sobre empresas estrangeiras que mantêm operações no destino.







