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Terremoto em Kyushu suspende transportes e mobiliza autoridades no Japão

Tremor de magnitude 7,1 afetou operações ferroviárias, aeroportuárias e o fornecimento de energia no sul do país

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu nesta terça-feira (28) a província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sul do Japão, provocando interrupções no transporte, falta de energia e danos à infraestrutura. O tremor registrou intensidade máxima 7 na escala sísmica japonesa (shindo), considerada o nível mais elevado de impacto. Segundo autoridades japonesas, um alerta de tsunami chegou a ser emitido para áreas costeiras da região, mas foi posteriormente suspenso após a confirmação de que não houve formação de ondas destrutivas.

O epicentro foi localizado próximo à cidade de Uki, a cerca de 10 quilômetros de profundidade. Além de Kumamoto, o tremor foi sentido em diversas províncias da ilha de Kyushu, incluindo Nagasaki, Fukuoka, Kagoshima, Saga e Miyazaki. Mais de 45 mil residências ficaram temporariamente sem energia elétrica, enquanto equipes de emergência iniciaram a avaliação dos danos.

Mobilidade é afetada

O terremoto provocou a suspensão temporária de serviços ferroviários, incluindo trechos do trem-bala (Shinkansen), além da interrupção de operações no Aeroporto de Kumamoto para inspeções de segurança. Rodovias também registraram danos em alguns pontos, afetando a circulação na região.

Empresas com operações em Kyushu, como Sony, TSMC e Fujifilm, também adotaram medidas preventivas e evacuaram funcionários enquanto avaliavam possíveis impactos em suas instalações.

Região relembra terremoto de 2016

O novo abalo ocorre pouco mais de uma década após a sequência de terremotos que atingiu Kumamoto em abril de 2016, desastre que deixou centenas de mortos e milhares de feridos. Um dos principais atrativos turísticos da região, o Castelo de Kumamoto, voltou a registrar danos após já passar por um longo processo de restauração iniciado depois do terremoto anterior.

As autoridades japonesas continuam monitorando a possibilidade de réplicas e recomendam que moradores e visitantes acompanhem as orientações dos órgãos oficiais de defesa civil. Até o momento, não foram registradas anormalidades nas usinas nucleares da região.

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