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Unesco reconhece Teatros da Amazônia como Patrimônio Mundial Cultural

Título concedido ao Teatro Amazonas e ao Theatro da Paz reforça projeção internacional da Região Norte e amplia potencial turístico e cultural

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

O Teatro Amazonas, em Manaus (AM), e o Theatro da Paz, em Belém (PA), passaram a integrar a lista de Patrimônios Mundiais Culturais da Unesco. O reconhecimento foi oficializado nesta segunda-feira (27) pelo Comitê do Patrimônio Mundial da organização, que inscreveu os dois equipamentos culturais sob o título conjunto “Teatros da Amazônia”.

A conquista marca um momento histórico para a Região Norte, que passa a contar com seu primeiro patrimônio cultural reconhecido pela Unesco. Além de ampliar a visibilidade internacional dos dois monumentos, a certificação fortalece o potencial turístico da Amazônia e evidencia a importância histórica da região durante o ciclo da borracha.

Reconhecimento amplia visibilidade internacional

A candidatura foi apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com o Ministério da Cultura, o Ministério das Relações Exteriores e as secretarias estaduais de Cultura do Amazonas e do Pará.

Segundo o Iphan, os dois teatros representam um mesmo processo de modernização urbana impulsionado pela economia da borracha entre o fim do século XIX e o início do século XX, período em que Manaus e Belém passaram a integrar importantes circuitos comerciais e culturais internacionais.

Construído em 1896, o Teatro Amazonas tornou-se um dos principais símbolos da Belle Époque amazônica, enquanto o Theatro da Paz, inaugurado em 1878, consolidou Belém como um dos polos culturais do país durante o auge da economia gomífera.

Especialistas destacam impacto para o turismo

Para representantes das áreas de patrimônio e cultura ouvidos pelo g1, o reconhecimento tende a ampliar o interesse internacional pela história da Amazônia e estimular o fluxo de visitantes para a região.

A cineasta Ana Lígia Pimentel avalia que o título fortalece a divulgação do patrimônio histórico e da produção cultural amazonense. “Esse reconhecimento da Unesco é necessário, fundamental e vai abrir muitas portas para o turismo e para a questão cultural”, pontua.

Na mesma linha, o presidente da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Cândido Jeremias, afirma que a certificação amplia a projeção internacional do destino. “Hoje temos um teatro completamente ativo, com apresentações e espetáculos. Com essa candidatura, traremos mais uma visão do mundo para a Amazônia.”

Título também valoriza a história da Amazônia

A superintendente do Iphan no Amazonas, Beatriz Calheiro, destaca que o reconhecimento vai além da preservação arquitetônica das edificações.

Segundo ela, a inscrição dos Teatros da Amazônia também contribui para ampliar o debate sobre a formação histórica da região e valorizar o papel desempenhado por trabalhadores da floresta, seringueiros e povos indígenas durante o ciclo da borracha.

Com a nova inscrição, o Brasil amplia sua lista de patrimônios reconhecidos pela Unesco, ao lado de bens como o Plano Piloto de Brasília, o Cais do Valongo, os centros históricos de Olinda e Salvador e outros sítios de relevância cultural e histórica.

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