BRL - Moeda brasileira
EUR
5,88
USD
5,14

WTTC lança guia para orientar gestão sustentável dos destinos turísticos; confira

Documento reúne sete princípios para ajudar governos e empresas a equilibrar crescimento do Turismo, qualidade de vida e desenvolvimento econômico

Kamilla Alves
Kamilla Alves
Gestora Web - E-mail: milla@brasilturis.com.br

O World Travel & Tourism Council (WTTC) lançou um guia voltado à gestão de destinos turísticos, com recomendações para que governos, empresas e comunidades planejem o crescimento da atividade de forma sustentável. Intitulado “Destination Stewardship: Creating Shared Value for All” (“Gestão de Destinos: Criando Valor para Todos”), o documento propõe uma mudança na forma como o sucesso do turismo é medido, priorizando não apenas o número de visitantes, mas também os benefícios gerados para moradores, empresas e o patrimônio local.

Segundo o WTTC, o Turismo representa cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, movimentou mais de US$ 11,6 trilhões em 2025 e sustenta 366 milhões de empregos em todo o mundo. Diante desse cenário, a entidade defende que o crescimento do setor precisa ser acompanhado por políticas públicas, planejamento e monitoramento permanentes.

Sete princípios para transformar crescimento em desenvolvimento

Em vez de focar apenas no aumento do número de visitantes, o WTTC propõe que os destinos adotem uma gestão orientada por resultados de longo prazo. O guia reúne sete princípios que podem ser adaptados por governos, órgãos de Turismo e iniciativa privada conforme a realidade de cada destino.

O primeiro deles é planejar o crescimento de forma colaborativa, envolvendo poder público, empresas, moradores e entidades do setor na definição das prioridades para o turismo. A entidade também recomenda que a satisfação dos residentes seja tratada como um indicador de desempenho, por meio de pesquisas periódicas que avaliem a percepção da população sobre os impactos da atividade.

Outra orientação é antecipar o crescimento, investindo em infraestrutura, mobilidade, saneamento e qualificação antes que o aumento da demanda gere pressão sobre os destinos. Para isso, o WTTC destaca a importância de utilizar dados e indicadores confiáveis para identificar gargalos, mapear a concentração de visitantes e embasar decisões de gestão.

O documento ainda incentiva a diversificação da oferta turística, distribuindo visitantes entre diferentes regiões e períodos do ano para reduzir a sazonalidade e evitar a concentração em poucos atrativos. A entidade defende, ainda, que parte das receitas geradas pelo turismo seja reinvestida em benefícios para as comunidades locais, como melhorias urbanas, preservação do patrimônio, conservação ambiental e capacitação profissional.

Por fim, o WTTC recomenda que os destinos estejam preparados para responder rapidamente a desafios como excesso de visitantes, eventos climáticos extremos ou mudanças no comportamento da demanda, por meio de planos de contingência e governança integrada entre os diferentes atores do setor.

Casos internacionais ilustram boas práticas

Para demonstrar como esses princípios podem ser aplicados, o relatório reúne exemplos de destinos que adotaram diferentes estratégias de gestão.

Entre eles estão Madri, que passou a priorizar um modelo baseado em valor agregado em vez de volume de visitantes; Bogotá, que ampliou o uso de dados para orientar políticas públicas; Dubrovnik, que reorganizou a chegada de cruzeiros para reduzir impactos operacionais; e Nova York, que diversificou a oferta turística para distribuir melhor o fluxo de visitantes.

Também são citados casos como Colorado, Ilhas Baleares, Copenhaga, Liubliana, Japão e Coreia do Sul, que implementaram ações voltadas ao planejamento de longo prazo e ao fortalecimento da relação entre turismo e comunidades locais.

Planejamento ganha protagonismo

Para Gloria Guevara, presidente e CEO do WTTC, a gestão responsável dos destinos depende da atuação conjunta entre governos, iniciativa privada e população. “Quando os destinos são bem geridos, o setor de Viagens e Turismo cria empregos, fortalece as comunidades, protege o património cultural e natural e proporciona prosperidade duradoura”, pontua.

Além das recomendações estratégicas, o documento sugere medidas de implementação imediata, como monitorar a percepção dos moradores, mapear áreas de maior pressão turística, incentivar a visitação a destinos menos conhecidos e comunicar de forma mais transparente os benefícios econômicos gerados pelo turismo.

Segundo o WTTC, essas iniciativas podem contribuir para fortalecer a competitividade dos destinos sem comprometer a experiência dos visitantes nem a qualidade de vida das comunidades anfitriãs.

LEIA MAIS NOTÍCIAS

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem, 
necessariamente, a opinião deste jornal

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

MAIS LIDAS

NEWSLETTER

    AGENDA 2026

    Labace

    REDES SOCIAIS

    PARCEIROS