A Wyndham Hotels & Resorts registrou lucro líquido de US$ 102 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 17% em relação aos US$ 87 milhões registrados no mesmo período de 2025.O lucro líquido ajustado cresceu 8%, para US$ 111 milhões. O EBITDA ajustado aumentou 9%, para US$ 212 milhões, enquanto o lucro por ação diluído avançou 20%, para US$ 1,36. O lucro por ação diluído ajustado foi de US$ 1,48, alta de 11%.
A receita líquida recuou 6%, de US$ 397 milhões para US$ 375 milhões. Segundo a companhia, o resultado foi influenciado pela ausência de receitas de repasse relacionadas à conferência global de franqueados realizada em maio de 2025, por menores receitas de outras taxas de franquia e pelo diferimento de taxas da Revo Hospitality Group.
“Nossos sólidos resultados do segundo trimestre refletem a força contínua do modelo de negócios da Wyndham, baseado em taxas e com baixo investimento em ativos, impulsionado pela expansão da rede, pelo aumento das receitas acessórias e pela aceleração do crescimento do RevPAR nos EUA, que superou nossas expectativas, resultando em um crescimento de 3% no EBITDA ajustado em bases comparáveis”, afirmou Geoff Ballotti, presidente e CEO da Wyndham Hotels & Resorts.
“As inaugurações recordes no segundo trimestre, concentradas em hotéis com maior FeePAR nos segmentos midscale (médio padrão) e superiores, demonstram a confiança contínua dos franqueados em nossas marcas e na proposta de valor atraente da Wyndham, pautada pelo princípio ‘Owner First’ (o proprietário em primeiro lugar)”, continua Ballotti.
“À medida que as tendências de RevPAR doméstico, o crescimento líquido de unidades, o desenvolvimento do pipeline global e as fontes de receita acessória continuam a se fortalecer, mantemos a confiança em nossa capacidade de gerar crescimento sustentável a longo prazo e criar valor significativo para nossos acionistas, franqueados e hóspedes”, complementa o executivo.
A rede global da Wyndham chegou a 873,4 mil quartos em 30 de junho, ante 846,7 mil no mesmo período de 2025, crescimento de 3%. Excluindo a Revo, o total foi de 853,6 mil quartos, alta de 4%.
Nos Estados Unidos, a empresa tinha 501,1 mil quartos, ante 503,3 mil um ano antes. No mercado internacional, eram 372,3 mil quartos, crescimento de 8% ante 343,4 mil unidades em 2025.
Crescimento e pipeline
A Wyndham informou que excluiu de suas projeções e resultados de 2026 as receitas relacionadas à Revo, grande franqueada europeia que solicitou processo de insolvência sob regime de autogestão. A empresa também desconsiderou, em suas perspectivas de crescimento líquido de quartos, possíveis impactos decorrentes desse processo.
Excluindo a Revo, a rede internacional cresceu 10% em relação ao ano anterior. O número de quartos franqueados diretamente aumentou 12% na Ásia-Pacífico e 11% nas regiões EMEA e América Latina.
O pipeline global de desenvolvimento atingiu cerca de 261 mil quartos e mais de 2,2 mil hotéis, alta de 4% em relação ao ano anterior, sem considerar a Revo. O volume cresceu 2% nos Estados Unidos e 5% no mercado internacional.
Do pipeline, aproximadamente 69% estão nos segmentos midscale e superiores; 17% correspondem a estadias prolongadas; 42% ficam nos Estados Unidos; e 78% são novas construções. Cerca de 35% dos projetos de novas construções já tinham obras iniciadas, e o número de unidades em construção cresceu 4%.
A companhia informou ainda que o pipeline tem FeePAR cerca de 30% superior ao dos sistemas domésticos e internacionais existentes.
O RevPAR global da Wyndham foi de US$ 47,01 no segundo trimestre, recuo de 1% em moeda constante. Nos Estados Unidos, o indicador alcançou US$ 54,50, alta de 2%. No mercado internacional, o RevPAR foi de US$ 37,31, queda de 6%.
Nos Estados Unidos, a alta foi associada à ocupação e à tarifa média diária. O desempenho incluiu resultados no Meio-Oeste, Texas, Flórida e Califórnia.
No mercado internacional, o RevPAR cresceu 2% no Canadá e 5% no Sudeste Asiático e na região do Pacífico. Houve queda de 7% na América Latina, relacionada principalmente à menor demanda transfronteiriça dos Estados Unidos para o México; de 6% na EMEA, influenciada pelo conflito geopolítico no Oriente Médio e pelo desempenho de hotéis Revo; e de 5% na China, em meio à pressão deflacionária sobre preços.
No trimestre, a Wyndham gerou US$ 91 milhões em caixa líquido proveniente de atividades operacionais e US$ 105 milhões em fluxo de caixa livre. A companhia encerrou o período com US$ 69 milhões em caixa e US$ 1 bilhão em liquidez total.
A alavancagem de dívida líquida era de 3,5 vezes em 30 de junho, dentro da faixa-alvo declarada entre três e quatro vezes.
A empresa recomprou cerca de 657 mil ações ordinárias por US$ 54 milhões e pagou US$ 32 milhões em dividendos, equivalentes a US$ 0,43 por ação. No total, foram retornados US$ 86 milhões aos acionistas no trimestre.
Projeções ajustadas
Para 2026, a Wyndham manteve a projeção de crescimento anual de quartos entre 4% e 4,5%, sem considerar impactos da Revo. A expectativa de crescimento global de RevPAR foi revisada de uma faixa entre queda de 1% e alta de 1% para variação entre 0% e 1%.
A projeção de receita líquida passou para US$ 1,48 bilhão a US$ 1,50 bilhão. Para o EBITDA ajustado, a previsão ficou entre US$ 735 milhões e US$ 745 milhões. O lucro líquido ajustado estimado é de US$ 355 milhões a US$ 365 milhões, e o lucro por ação diluído ajustado deve ficar entre US$ 4,71 e US$ 4,83.
A companhia prevê conversão de fluxo de caixa livre entre 55% e 60%. A projeção de RevPAR doméstico para o segundo semestre foi elevada de cerca de 0% para aproximadamente 2%.
A Wyndham Hotels & Resorts opera aproximadamente 8,4 mil hotéis em cerca de 100 países e seis continentes. A empresa reúne mais de 873 mil quartos franqueados e afiliados e mantém 25 marcas, incluindo Super 8, Days Inn, Ramada, Microtel, La Quinta, Baymont, Wingate, AmericInn, Echo Suites, Registry Collection Hotels, Trademark Collection e Wyndham.
O programa Wyndham Rewards tem mais de 126 milhões de membros cadastrados e permite o resgate de pontos em hotéis, resorts de clubes de férias e imóveis de aluguel por temporada.







