Os comissários de bordo da WestJet, segunda maior companhia aérea do Canadá, iniciaram uma greve no último domingo (2) em meio a um impasse nas negociações salariais. A paralisação foi anunciada pelo Sindicato Canadense de Funcionários Públicos (CUPE, na sigla em inglês), entidade que representa cerca de 4,4 mil profissionais da empresa.
A WestJet confirmou o movimento e informou o cancelamento de mais de 300 voos ao longo do domingo, comprometendo os planos de viagem de milhares de passageiros em um período de feriado prolongado de três dias no Canadá.
O principal ponto de divergência entre as partes envolve a remuneração das atividades desempenhadas pelos comissários enquanto permanecem em solo.
Enquanto o sindicato sustenta que parte dessas funções não recebe pagamento, a WestJet afirma que os colaboradores são remunerados por meio de um sistema de “horas de crédito”, em vez de uma tarifa horária tradicional.
“Apresentamos uma proposta que estabeleceria um novo padrão para comissários no Canadá, tornando a WestJet a única companhia aérea a oferecer uma tarifa horária que cobre todo o tempo antes e depois dos voos, além de um aumento salarial de dois dígitos no primeiro ano, entre outras prioridades levantadas pelo sindicato”, disse Alexis von Hoensbroech, CEO do Grupo WestJet. “Infelizmente, não foi aceita.”
Alia Hussain, presidente da seção sindical que representa os comissários de bordo, afirmou que os negociadores “tentaram até o último minuto” alcançar um “acordo justo” que reconhecesse o valor do trabalho realizado pelas equipes. “A oferta da WestJet não foi suficiente”, ressaltou.
As duas partes informaram que permanecem abertas à retomada das negociações na busca por um entendimento.
Enquanto isso, passageiros com voos cancelados tentam reorganizar seus deslocamentos em busca de hospedagem ou alternativas de transporte. Os voos da WestJet Encore operados com aeronaves Q400, assim como as operações em regime de codeshare realizadas por companhias parceiras, seguem sem impactos.
Patty Hajdu, ministra do Trabalho e da Família do Canadá, classificou a paralisação como “um desdobramento decepcionante”.
Em agosto de 2025, comissários da Air Canada também cruzaram os braços por uma disputa semelhante, deixando mais de 100 mil passageiros retidos durante a alta temporada de viagens. A informação é da Associated Press.

