O Aeroporto Josep Tarradellas Barcelona-El Prat, em Barcelona (Espanha), iniciou nesta terça-feira (4) uma greve dos trabalhadores dos serviços de assistência em solo. A paralisação, convocada pelo sindicato CGT, poderá impactar cerca de 2 milhões de passageiros ao longo dos próximos dois meses.
O movimento envolve funcionários da Groundforce, empresa responsável por serviços como despacho de bagagens, atendimento em solo e apoio às operações de diversas companhias aéreas. Para reduzir os impactos, o Ministério dos Transportes e Mobilidade Sustentável da Espanha determinou a adoção de serviços mínimos durante o período da greve.
A paralisação está prevista para ocorrer até 30 de setembro, com interrupções programadas em diferentes dias e horários. Entre as reivindicações dos trabalhadores estão melhorias nas condições de trabalho, reforço das equipes e medidas relacionadas à segurança e à prevenção de riscos ocupacionais.
A Groundforce atende companhias aéreas nacionais e internacionais que operam nos dois terminais do aeroporto, entre elas Air Europa, Lufthansa, Air France, KLM, Qatar Airways, El Al, Etihad Airways, SAS, Air Arabia, Turkish Airlines, ITA Airways, LOT Polish Airlines, Croatia Airlines, United Airlines, Finnair, Asiana Airlines, Saudia Airlines, Air China, Air Transat e Luxair.
Operação mínima
Segundo a determinação do governo espanhol, deverão ser mantidos:
- 80% dos serviços em voos considerados essenciais;
- 58% das operações entre cidades espanholas e destinos da União Europeia;
- 35% das demais operações.
A medida busca assegurar a continuidade dos serviços considerados essenciais e reduzir os impactos para os passageiros.
Impacto previsto
De acordo com estimativa das autoridades espanholas, cerca de 11,6 mil operações aéreas estão programadas para o período da greve. Esses voos representam aproximadamente 2,4 milhões de assentos, o equivalente a cerca de 2 milhões de passageiros, considerando a ocupação prevista.
O cenário não implica o cancelamento de todos os voos, mas pode resultar em atrasos, alterações operacionais, filas mais longas para despacho de bagagens e, em alguns casos, cancelamentos.
Para passageiros com viagens programadas durante o período da paralisação, a recomendação é acompanhar as comunicações da companhia aérea, verificar a situação do voo antes de se deslocar ao aeroporto e chegar ao terminal com antecedência superior à habitual, já que os serviços de check-in, despacho de bagagens e atendimento em solo poderão operar com capacidade reduzida.

