A Iberia realizará, no próximo dia 12 de agosto, um voo especial para acompanhar o eclipse total do Sol a mais de 10 mil metros de altitude. A operação será realizada com um Airbus A321XLR, modelo utilizado pela companhia em voos comerciais para o Brasil.
Durante a operação, a companhia fará a transmissão ao vivo do fenômeno por meio de suas redes sociais, utilizando o sistema de conectividade via satélite Starlink, que está sendo incorporado gradualmente à frota da empresa. A aeronave também servirá de plataforma para uma missão científica do projeto Shelios.
Rota planejada
O voo receberá o código IB1473, em referência ao ano de nascimento do astrônomo Nicolau Copérnico. A decolagem está prevista para as 18h45, no horário de Madri (13h45, no horário de Brasília), partindo do Aeroporto Internacional de Madri.
A rota foi planejada para oferecer as melhores condições de observação do eclipse sobre a província de Palência, no norte da Espanha. A missão será comandada por Javier Lopera Alcalá, com apoio do piloto Javier Meana Fernández, que possui formação em Astrofísica.
Durante o voo de cruzeiro, acima da camada de nuvens, os ocupantes poderão observar a coroa solar e outros elementos visíveis ao redor do Sol.
Missão científica
Entre os passageiros estará uma equipe de pesquisadores do projeto Shelios, iniciativa científica e educacional liderada por Miquel Serra-Ricart, diretor científico da Light Bridges e pesquisador do Instituto de Astrofísica das Canárias.
Além da coroa solar, os pesquisadores pretendem observar o entorno do Sol, incluindo a posição aparente dos planetas Vênus e Mercúrio, além de outras estrelas que poderão permanecer visíveis durante o eclipse.
Primeiro eclipse total
O eclipse total do Sol ocorre quando Sol, Lua e Terra ficam alinhados de forma que a Lua encobre completamente o disco solar para determinadas regiões da superfície terrestre.
Segundo informações divulgadas pela Iberia, este será o primeiro eclipse solar total visível na Península Ibérica desde 1912. A companhia informa ainda que o último fenômeno com características semelhantes ocorreu em 30 de agosto de 1905, tornando o evento de 2026 um dos principais acontecimentos astronômicos observáveis na região nas últimas décadas.

